sexta-feira, 31 de julho de 2015

Significado de Ezequiel 26

Significado de Ezequiel 26


Significado de Ezequiel 26


26.1 — A data estabelecida para as declarações proféticas contra Tiro, o monarca de Tiro, e a cidade de Sidom, por volta de 587-586 a.C. (undécimo ano), corresponde a março ou abril de acordo com o nosso calendário. Isso ocorreu durante a queda de Jerusalém (v. 2) ou pouco depois. 

26.2 — Tiro, em competição com Sidom (1 Rs 16.31; Is 23.2,12), era um importante porto de uma cidade de destaque na Fenícia (atual Líbano). O verbo no passado (disse) pode referir-se a um acontecimento que ainda não havia ocorrido, utilizando uma expressão idiomática do hebraico que descreve um evento futuro que, sendo tão certo, pode ser declarado como já tendo acontecido (Is 9.6,7; 52.13—53.12). Na declaração eu me encherei, observamos uma evidência da avareza e do materialismo de Tiro, que procurava tomar qualquer riqueza de Jerusalém que pudesse ser encontrada nas ruínas após a conquista dos babilónios. 

26.3,4 — Os exércitos (muitas nações; v. 4,7-14) que atacariam Tiro são comparados de maneira apropriada às ondas do mar, porque a cidade de Tiro era uma fortaleza localizada numa ilha. 

26.5 — No meio do mar. Tiro era originalmente uma pequena ilha rochosa. Tendo sido fortificada, provou-se inexpugnável durante séculos. Agora, porém, seria saqueada. 

26.6-14 — O cumprimento da profecia a respeito do destino de Tiro começou com o longo cerco contra a cidade estabelecido pelo exército babilónico sob o comando de Nabucodonosor (entre 580-570 a.C.). Nabucodonosor governou o império neobabilônico (caldeu) entre 605-562 a.C. A segunda fase teve início com a conquista persa, por volta de 525 a.C., seguida pelo último e mais conhecido cerco de 332 a.C., realizado pelos gregos, sob o comando de Alexandre, que encerrou o cumprimento das predições nesta passagem (principalmente v. 5,14;47.10). Perceba o uso do pronome eu, referindo-se a Deus, que descreve o controle soberano do Senhor sobre todas as nações (Ez 8.7;29.8). Alexandre literalmente cumpriu as palavras destruirão os muros de Tiro (v. 4) na profecia, quando seu exército construiu uma estrada suspensa com cerca de 500 metros de comprimento entre a praia e a cidade na ilha. Ele derrubou os muros de defesa para construir esse passadiço.

26.15,16 — Os príncipes do mar (Ez 27.35) eram governantes de várias colónias na Fenícia ligadas a Tiro. Eles se renderiam e se submeteriam ao governo babilónio quando vissem o que ocorreria a Tiro: por tua causa, pasmarão. Esses homens lamentariam entoando cânticos (v. 17,18) após retirarem seus mantos e suas vestes bordadas (Jn3.6). 2 6 .17-19 — Abismo é o mesmo vocábulo hebraico presente em Génesis 1.2. A ilustração de águas turbulentas durante a criação descreve a catástrofe iminente. 

26.20,21 — O termo cova provavelmente é sinónimo de inferno (Is 14-15;38.18). A declaração para que não sejas habitada indica que a cidade de Tiro deixaria de existir.

Significado de Ezequiel 28

Significado de Ezequiel 28

Significado de Ezequiel 28


28.1-10 — Pelo fato de o grande esplendor e o pecado de Tiro terem sido subprodutos, basicamente, da influência e das intenções do rei da cidade, Ezequiel foi instruído por Deus a declarar os motivos (v. 2-6) e os meios pelos quais o julgamento (v. 7-10) seria exercido contra o principal governante e os cidadãos de maior destaque. 28.1-3 — Mais sábio és que Daniel. O nome hebraico Daniel tem uma grafia diferente no versículo 3, assim como em Ezequiel 14.14: Dan-El. Pode referir-se a outra pessoa talvez desconhecida na história antiga de Israel. 

28.4-7 — Os estranhos são os babilónios (Ez 7.17-19;23.23;30.11;31.12;32.12). 

28.8,9 — A expressão no meio dos mares faz um paralelo com a palavra abismo e reforça seu significado, porque representa o local da morte e também a própria morte. 

28.10 — O termo morte dos incircuncisos denota uma morte vergonhosa (Ez 31.18;32.19). 

28.11-19 — Existem três interpretações para o fraseado incomum desta passagem: (1) Satanás sendo simbolizado pelo rei; (2) o(s) rei(s) histórico (s) de Tiro sendo comparado (s) a Adão; ou (3) o(s) rei(s) recebendo uma mensagem com linguagem hiperbólica apresentada por meio de alusões à literatura mitológica e religiosa dos fenícios e a práticas sociais e religiosas comuns em Canaã e no antigo Oriente Próximo. A primeira opção é a mais popular, mas contribui para a compreensão de apenas algumas porções do trecho. A segunda e mais ainda a terceira opção respondem às principais questões a respeito da natureza e do significado das expressões com base em: (1) contextos literários imediatos e mais abrangentes (capítulos 26—27;28.1-10); e (2) o que já se pode saber a respeito dos contextos histórico, cultural e mitológico. A suposição de que o texto fala de Satanás não é a interpretação mais normal, natural, lógica e esperada dessa passagem para que permaneça coerente com os muitos contextos mencionados. 

28.12 — O termo aferidor da medida pode ser traduzido de modo mais literal como aquele que sela um plano (o mesmo vocábulo hebraico para plano ou padrão aparece também em Ez 43.10). O rei marcava com o selo oficial de seu anel os planos que faziam de Tiro um dos principais centros de comércio da época. Os atributos sabedoria e formosura apontam o rei de Tiro como um líder excepcional, demonstrando o ideal de governante do antigo Oriente Médio.

28.13 — No Éden, jardim de Deus. Provavelmente essa comparação é exagerada: o rei de Tiro invadiu um local cuja beleza era semelhante à do Éden. O verbo hebraico traduzido como criado é o mesmo utilizado em Génesis 1.1, o qual, no livro de Ezequiel, também enfatiza a atividade de Deus na história humana. Em Seu plano e propósito soberanos, o Senhor permitiu que o rei de Tiro se tornasse um monarca. 

28.14 — O monte santo de Deus pode ser o monte santo dos deuses. De acordo com crenças cananeias, o trono dos deuses se localizava nas montanhas ou nos montes do norte (SI 48.2). Esse trecho parece enfocar a tentativa do rei de Tiro de adentrar o conselho dos deuses. Portanto, em vez de este versículo se referir à presença do monarca em Jerusalém, pode dizer respeito, de maneira mais lógica, a um ritual fenício, a celebração da ressurreição do deus protetor Melcarte por meio do fogo. O rei mencionado no texto desejava imitar Melcarte. 

28.15 — O termo hebraico traduzido como perfeito não significa sem pecado, mas completo ou destituído de falhas. O rei de Tiro possuía o controle total do reino e não tinha sua posição ameaçada, até encher-se de orgulho e iniquidade. 

28.16-19 — O orgulho do rei levou ao materialismo, à violência e à iniquidade nos negócios e na religião. A expressão multiplicação do teu comércio se aplica de maneira mais fácil e mais apropriada ao rei humano que era a força motriz por trás do desenvolvimento do império comercial de Tiro. Deus destronou o rei, pôs fim às suas ambições iníquas e destruiu a fonte de seu poderio para torná-lo um exemplo negativo para outros. O império comercial daquele monarca entrou em colapso e seus planos de assemelhar-se a um deus foram aniquilados à vista dos governantes locais, que observavam atónitos. 

28.20-23 — Sidom era a cidade irmã de Tiro, mas de menor importância, o que pode explicar a brevidade do tratamento nesse trecho (Ez 27.8). Como irmãs no comércio, essas cidades tinham características e objetivos semelhantes, portanto cometiam crimes parecidos. O SENHOR agiu com justiça exercendo um julgamento merecido, para que o povo reconhecesse que Deus é justo e verdadeiro. 

28.24 — Deus libertaria Israel. O espinho diz respeito às nações ao redor de Israel que haviam sido inimigos e influências malignas. Quando a punição se cumprisse em sua plenitude, essas nações não mais seriam capazes de perturbar e oprimir Israel.

28.25,26 — O Senhor prometeu que o povo de Israel um dia seria reunido após sua dispersão entre as nações para retornar e habitar na sua terra, a terra que Deus havia concedido a Jacó (Canaã; Ez 11.17;20.41,42; capítulos 33—39; Gn 12.7;26.3;28.10-13;35.12;Jr 30.10). Pelo fato de as nações estrangeiras ficarem incapacitadas de atacar Israel, o povo desfrutaria um período de paz, prosperidade e segurança.

Significado de Ezequiel 27

Significado de Ezequiel 27

Significado de Ezequiel 27


27.1-3 — Perfeita em formosura. Os cidadãos arrogantes de Tiro se consideravam o melhor exemplo de mercadores marítimos no mundo antigo.

27.4-11 — Estes versículos fornecem uma descrição da construção, do aparelhamento e da tripulação das naus de comércio que simbolizavam a glória de Tiro. O material era proveniente de muitas localidades do mundo mediterrâneo oriental. Os construtores de navios, marinheiros e soldados mercenários procediam de locais distantes como a África, a Ásia Menor e a Pérsia.

27.5 — Senir é um termo amorreu para designar o monte Hermom ou outro topo de montanha nas proximidades. O vocábulo faias é traduzido em outras passagens como pinheiro, cipreste ou zimbro.

27.6 — Basã (Ez 39.18) era a ampla e fértil planície a leste do mar da Galiléia e da região superior do Jordão.

27.7 — Elisá era uma região que possuía praias e neste versículo está associada com o Egito; portanto, pode ser a Itália ou a Sicília.

27.8 — Sidom era um porto fenício a cerca de 50 km ao norte de Tiro. As duas cidades eram rivais, mas Tiro geralmente dominava Sidom (Ez 28.21,22; Gn 10.15,19; Jz 18.28; Is 23.2; Mt 11.21,22). Semelhante a Tiro, a cidade de Arvade se localizava numa ilha próxima da costa da Fenícia. Era a cidade mais ao norte no território (Ez 28.11; Gn 10.18; 1 Cr 1.16).

27.9 — Gebal era outro porto fenício de destaque, entre Sidom e Arvade (Js 13.5; 1 Rs 5.18). A localidade era chamada de Biblos pelos gregos e romanos, e de Gubla pelos assírios e babilônios.

27.10,11 — É provável que Lídia e Pute se localizassem na Ásia Menor ocidental e na África, respectivamente.

27.12 — Társis provavelmente ficava na Espanha.

27.13 — Javã é a Grécia (Gn 10.4). Talvez Tubal e Meseque se localizassem na Ásia Menor oriental (atual Turquia).

27.14 — Para saber informações sobre as casas de Togarma, veja Gênesis 10.3. Essa expressão pode referir-se ao povo da Arménia na Ásia Menor oriental (Ez 38.6).

27.15 — Dedã pode ser considerada Redá (Rodes), porque a grafia das letras hebraicas equivalentes ao d e ao r pode ser facilmente confundida. Rodes era um importante centro de comércio ao sul do mar Egeu.

27.16 — O termo hebraico para esmeralda também pode ser traduzido como turquesa.

27.17 — Minite se localizava em Amom (Ez 21.28) e provavelmente era conhecida por seu trigo de alta qualidade. Confeitos é a tradução de um vocábulo hebraico que descreve algum tipo de alimento, mas não se sabe exatamente qual. Bálsamo era uma resina aromática ou outra substância do género que pode ter tido valor medicinal nos tempos antigos (Jr 8.22).

27.18 — Damasco foi e ainda é a capital da Síria (v. 16). Helbom se localizava ao norte de Damasco, uma região ainda reconhecida pela produção de vinho. Alguns teólogos afirmam que a expressão traduzida como lã branca pode ser entendida como lã de Zacar, um local provavelmente associado com a atual Sacra, também ao norte Damasco, onde há criações de cabras e ovelhas.

27.19,20 — Dã parece estar incluída de forma errônea nesse contexto, por isso alguns estudiosos fazem a transliteração do vocábulo hebraico como Vedã. Outros argumentam que o nome Dã é mais uma designação para a Grécia. Casca, ou cássia (Êx 30.24; SI 45.8; Ct 4.14), era um tipo de canela ou planta utilizada na fabricação de perfume e incenso. Cana aromática se refere a um arbusto rico em óleo encontrado em pântanos.

27.21 — Quedar era uma tribo nômade da Arábia.

27.22 — Sabá e Raamá ficavam próximas à Arábia (Gn 10.6,7).

27.23,24 — A antiga Harã era uma cidade mercantil ao longo da importante rota de comércio do Eufrates (Gn 11.27-32), atualmente a porção oriental da Turquia. Cane (Is 10.9), Éden e Quilmade provavelmente se localizavam na Mesopotâmia, talvez ao sul de Harã (2 Rs 19.12). O versículo 23 parece mencionar duas cidades. Assur era uma cidade ao sul de Nínive; entretanto, esse termo também pode servir para descrever os cidadãos da Assíria. Para saber mais informações sobre Sabá, veja o versículo 22.

27.25,26 — O vento oriental geralmente era bastante forte e possuía grande poder destruidor (Gn 41.6; Jó 27.21; SI 48.7; Is 27.8). Portanto, simboliza a destruição que o exército babilônio ocasionaria a Tiro. Em Ezequiel 26.7, observa-se que a Babilónia viria do norte. Essa seria a direção pela qual o exército invadiria a Fenícia.

27.27,28 — Os arrabaldes eram a região de pastagens controlada por uma cidade.

27.29-36 — Os últimos versículos do capítulo apresentam um lamento para ser entoado em cântico, provavelmente várias vezes seguidas, pelos parceiros de comércio de Tiro. Os vizinhos mais próximos de Tiro (Ez 26.16-18) ficariam profundamente atribulados com a derrota da cidade, mas em pouco tempo se voltariam contra ela na inútil esperança de escapar de um destino semelhante pelas mãos dos babilónios.

Significado de Ezequiel 25

Significado de Ezequiel 25

Significado de Ezequiel 25

25.1—32.32 — Estas profecias funcionam como um interlúdio entre as profecias de julgamento de Ezequiel sobre Judá nos capítulos 1—24 e as profecias de restauração nos capítulos 35—48. Profecias semelhantes aparecem em Isaías (capítulos 13—23) e em Jeremias (capítulos 46—51). Elas são um lembrete de que, embora Deus usasse os gentios para punir Seu povo, eles também teriam de prestar contas diante do Senhor.

25.1,2 — Sobre os filhos de Amom, veja Ezequiel 21.20,28. Amom corresponde basicamente ao território atual da Jordânia com sua capital, Amã.

25.3 — Para mais informações a respeito dos amonitas e de Amom, veja Ezequiel 6.11 ;21.15; 26.2;36.2; Neemias 4.7-9; Salmos 35.19-21; Jeremias 49.1-6; Amós 1.13-15; Sofonias 2.8-11. Ah! Ah! é uma expressão de menosprezo e satisfação.

25.4,5 — Os do Oriente é outra designação para os babilônios (Ez 21.31). Registros históricos antigos mencionam a derrota de Amom para Nabucodonosor cinco anos após a queda de Jerusalém. Invasores árabes chegaram a dominar o território, e o controle persa começou por volta de 530 a.C.

25.6,7 — Os amonitas se regozijaram ao ver a destruição de Jerusalém e de seu templo; portanto, também seriam punidos. Eles deixariam de existir como povo.

25.8 — Moabe se localizava ao sul de Amom, a leste do mar Morto e entre os rios Arnom e Zerede. Os moabitas se originaram de um relacionamento incestuoso entre Ló e sua filha primogênita (Gn 19.30-38). Seir (Edom) é mencionada por ser culpada de acusar Israel de portar-se como todas as nações (Ez 35.15;36.5; Gn 32.3;36.8,9). Essa acusação reflete a interpretação errônea e maliciosa de Moabe e de Edom a respeito do infortúnio de Judá como prova de que Deus era impotente (Gn 12.1-3; Êx 19.5,6; Nm 22.12; Dt 7.6-8; Jr 48.27; Sf 2.8,9).

25.9-11 — O lado de Moabe alude a uma região remota a noroeste de Moabe, uma área extremamente difícil de ser conquistada devido à sua topografia (um platô montanhoso que se elevava bem acima do vale do Jordão). Aparentemente o ataque culminaria com a ruína da glória
de Moabe, ou seja, de suas cidades fronteiriças.

25.12 — Edom ficava ao sul de Moabe, desde o rio Zerede ao sul até o golfo de Acaba. Os edomitas
descendiam de Esaú. Sobre a vingança de Edom, veja Ezequiel 35.10;36.1-7 (compare com Gn 36.6,7; SI 137.7; Lm 4-21,22; Am 1.11,12). As transgressões mais características de Edom eram sua perpétua animosidade e repetidos atos de violência contra Israel. O vocábulo hebraico traduzido como culpadíssimos pode indicar um comportamento contínuo ou repetido.

25.13 — A localização precisa de Temã e Dedã é desconhecida, mas talvez tenham sido mencionadas
para descrever a terra de Edom de um extremo ao outro (J13.19).

25.14 — Como Edom havia buscado vingar-se dos israelitas demonstrando hostilidade para com eles quando necessitaram de ajuda, Deus mostraria a Edom Sua vingança.

25.15 — Os filisteus ocupavam o sudoeste da Palestina ao longo da costa do Mediterrâneo. Tinham um longo histórico (perpétua inimizade) de constante competição pelo controle de Judá (Jz 13— 16; 1 Sm 4;13;31; 2 Sm 5.17-21). O verbo hebraico com o sentido de vingar-se é utilizado duas vezes neste versículo, indicando o forte sentimento de vingança do qual a Filístia era culpada.

25.16,17 — O termo quereteus (provavelmente significando cretenses) é utilizado nesta passagem como substituto para alguns ou todos os filisteus, que migraram de Caftor (supostamente a ilha de Creta). Seus ancestrais mais remotos eram povos da região do mar Egeu. Veja 1 Samuel 30.14; 2 Samuel 8.18; 15.18; Jeremias 47.4; Amós 9.7 e Sofonias 2.5.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Significado de Ezequiel 29

Significado de Ezequiel 29

Significado de Ezequiel 29


29.1 — No décimo ano, no décimo mês. Este período corresponde a uma data entre 588 e 587 a.C. que, de acordo com o nosso calendário, seria dezembro de um ano ou janeiro do outro. Essa outra data apresentada por Ezequiel (a sexta) interrompe a cronologia, mas não promove um rompimento temático com Ezequiel 26.1—28.26 (Ez 1.2;8.1;20.1;24.1;26.1).

29.2 — O Faraó era Hofra (em torno de 589-570 a.C.; Jr 44.30). A profecia contra ele também fora proclamada contra todo o Egito (Ez 30.22;32.2), assim como a profecia anterior contra Tiro e seu rei (Ez 28.1-19). O contexto sugere que nos capítulos 28 e 29 o texto mencionava reis humanos.

29.3 — De acordo com a Nova Versão Internacional, o faraó é descrito neste versículo como um grande monstro [grande dragão, na ARC, ou crocodilo, na ARA]. O termo meu rio se refere ao Nilo. O orgulho e a arrogância do faraó são demonstrados por meio de suas palavras a respeito do rio Nilo: eu o fiz para mim (compare com a declaração do rei de Tiro, em Ez 28.2). N a religião dos egípcios, o deus crocodilo Sobek era uma divindade protetora (Ez 32.2).

29.4,5 — Embora o versículo 3 explique o porquê de o faraó ter sido punido, estes versículos descrevem como o castigo seria realizado. A ilustração apresenta um grande monstro sendo capturado, levado para terra firme e deixado ali para servir de alimento aos animais. O peixe representa os egípcios, que seriam julgados com o faraó (v. 2). O destino deste de servir de mantimento pode ter sido um insulto intencional aos governantes conhecidos por seus rituais de sepultamento e suas pirâmides.

29.6,7 — O propósito de Deus ao julgar o Egito era encorajar as nações e os indivíduos a conhecer o verdadeiro Senhor (Ez 6.14;7.27; 12.20; 14-11 ;22.16; 23.49;25.7,11,17:28.24). O bordão de cana representa os egípcios. Essa é uma alusão à fraqueza da nação como aliada e à inutilidade da proteção fornecida por ela (Is 36.6). Israel era tolo de apelar para o Egito em busca de proteção. Deveria ter se aproximado do Todo-poderoso para obter segurança e força.

29.8 — O termo espada é mais uma referência ao exército babilônico comandado por Nabucodonosor, o instrumento humano para a manifestação da ira de Deus (Ez 21.1-7,9-11,19,20;26.7-14)

29.9 — A nação foi indiciada como resultado das palavras arrogantes do faraó. Nos tempos antigos, as declarações exageradas e insolentes dos reis eram inscritas nos monumentos nacionais.

29.10 — A expressão desde Migdol até Sevene provavelmente se refere a localidades próximas às fronteiras norte e sul do antigo Egito, simbolizando a totalidade da terra (Jz 20.1). A desolação se estenderia até a região ao sul — a antiga Núbia, onde hoje é o Sudão.

29.11,12 — Os egípcios seriam dispersos por outras terras por quarenta anos (Ez 4-4-8). Uma crônica dos babilônios sugere que o Egito foi conquistado por volta de 568 a.C. Quarenta anos após essa data, os persas estabeleceram uma política de reassentamento para muitos dos povos que haviam sido dispersos pelos babilônios.

29.13-15 — A terra de Patros é a porção sul do Egito, que se tornaria um reino baixo e mais baixo se faria, e nunca mais dominaria outras nações.

29.16,17 — E sucedeu que [...] veio a mim a palavra do SENHOR. Ezequiel recebeu essa revelação de Deus (v. 17-21) e, aparentemente, a mensagem seguinte (Ez 30.1-19), por volta de março ou abril de 571 a.C., a data mais recente mencionada no livro (v. 1).

29.18 — Um grande serviço. Isso remete ao cerco de Tiro. As cabeças se tornaram calvas e os ombros se pelaram durante o longo cerco, que durou 13 anos ou mais. Nem Nabucodonosor nem [...] o seu exército receberam grande recompensa por seus esforços, ou seja, não houve paga.

29.19,20 — Deus afirma ser o soberano na derrota iminente do Egito diante da Babilônia, para que esta fosse compensada pela paga que não havia recebido ao conquistar Tiro. O Senhor menciona especificamente Nabucodonosor como Seu instrumento (Jr 43.8-13). As Crônicas Babilônicas declaram que o Egito foi invadido por volta de 568 a.C.

29.21 — Naquele dia. Refere-se ao dia em que o Egito sucumbiria diante da Babilônia. Não é correto interpretar esse trecho como uma profecia messiânica. Farei brotar o poder na casa de Israel significa que a nação renovaria suas forças. A renovação e o estímulo viriam ao povo de Deus no exílio quando este ouvisse falar a respeito da queda do Egito por intermédio da mão de Deus, que é santo e soberano. E te darei abrimento da boca no meio deles foi a promessa divina de restaurar o discurso de Ezequiel (Ez 33.22), e assim exaltar a Si próprio e Seus planos: saberão que eu sou o Senhor.

Significado de Ezequiel 24

Significado de Ezequiel 24

Significado de Ezequiel 24


24.1-2 — Esta é a quarta referência cronológica fornecida por Ezequiel (Ez 1.2,3;8.1 ;20.1). O nono ano, no décimo mês, aos dez do mês foi uma data em 588 a.C. correspondente ao mês de janeiro em nosso calendário, o mesmo dia em que Nabucodonosor — o rei de Babilônia — iniciou o ataque contra Jerusalém (2 Rs 25.1-3; Jr 39.1,2;52.1-6). Ezequiel foi ordenado a escrever o nome deste dia. Essa seria uma recordação amarga do fato de o Senhor sempre cumprir o que prometia por intermédio dos profetas. O cerco de Nabucodonosor foi a punição de Deus a Jerusalém. 

24.3-5 — O assunto dessa comparação está explicado no versículo 2. Os ouvintes novamente eram uma casa rebelde (Ez 2.3 -8 ;3.5 - 7; 11.3 -12; 12.2,22-28). Rebanho era um símbolo do povo escolhido por Deus (compare com o cap. 34). Ossos às vezes eram utilizados como combustível para fogueiras.

24.6 — O termo cidade sanguinária explica por que Jerusalém — a panela — teria de experimentar o ímpeto da ira de Deus (v. 9;22.2-12) por meio do cerco babilônico que agora havia começado. O restante do versículo anuncia o veredicto: exílio. Tira dela pedaço a pedaço se refere individualmente aos habitantes, os bons pedaços de carne nos versículos 4 e 5. A instrução não caia sorte sobre ela significa que Deus não tem favoritos; Seu julgamento recairia igualmente sobre todos os habitantes da cidade, porque todos haviam pecado.

24.7.8 — Estes versículos falam sobre o pecado de derramamento de sangue (v. 6) cometido na cidade. O povo se envolveu no erro, e Deus declarou que os cidadãos permaneceriam expostos ao julgamento (Gn 4-10; Lv 17.13; Is 26.21).

24.9-15 — Pois te purifiquei, e tu não te purificaste provavelmente se refere às deportações de 605 e 597 a.C., cujos efeitos de purificação estavam incompletos. 

24.16,17 — O desejo dos teus olhos se refere à esposa de Ezequiel (v. 18,21,25). A expressão de um golpe é utilizada em outro trecho para falar de uma praga que refletia a ira de Deus (Ex 9.14; Nm 14.37; 16.46). A ordem solene de Deus não lamentarás, nem chorarás talvez seja uma das mais difíceis já proclamadas a um de Seus servos. A imagem da morte da esposa de Ezequiel e o fato de o
profeta não poder lamentar essa perda ilustram o sofrimento divino diante da morte de Sua esposa — Jerusalém — e Sua impossibilidade de lamentar, porque a nação merecia castigo. Ezequiel foi chamado por Deus para ser “um sinal aos exilados” , demonstrando o que eles deveriam fazer (v. 21-23) em reação à morte (destruição) de seu desejo e deleite — sua nação e a capital desta. O que Ezequiel foi ordenado a aceitar e fazer ilustra o grau de sacrifício pessoal e o afastamento da vida comum que o ministério profético geralmente demandava. Um longo período de luto era a reação normal à morte de um ente querido no antigo Oriente Médio (1 Sm 4.12; 2 Sm 1.12,17:3.31,35; 15.30; 19.4; Is 58.5; Jr 16.7; Mq 1.8,10). A atitude dos enlutados não era atar o turbante, mas sim removê-lo e substituí-lo por pó. Não te rebuçarás (não cubras os bigodes, na ARA) é uma alusão à prática de encobrir metade da face com o véu. O pão dos homens era o alimento fornecido à pessoa de luto quando esta terminava o jejum. 

24.18 — Como se me deu ordem. Ezequiel recebeu uma ordem divina que lhe foi particularmente difícil. Ele comunicou de modo fiel a revelação do Senhor ao povo. Sua obediência absoluta a uma das ordenanças mais rigorosas de Deus contrastava com a desobediência de seus conterrâneos. 

24.19,20 — Não nos farás saber...? Quando a obediência a Deus exigia atitudes incomuns, a curiosidade do povo a respeito dos motivos de tal comportamento era estimulada, criando oportunidades para testemunho verbal acerca da revelação do Senhor (observe Ez 12.9 e 21.7 para
conferir duas ocasiões anteriores em que houve reação semelhante). 

24.21 — O regalo da alma provavelmente se referia a afeições. A expressão significa algo como o objeto de suas afeições. Os israelitas tinham muito orgulho do templo. Em vez de vê-lo como um local de adoração a Deus e como a casa do Senhor — meu santuário —, o povo se envaidecia da construção como um símbolo de sua importância como nação. Portanto, Deus profanaria o templo, permitindo que os babilônios capturassem a cidade e destruíssem a edificação (v. 25; 2 Cr 36.15-21; Lm 1.10,11). Sem cidade ou templo de que se gabar, os israelitas humilhados só poderiam vangloriar-se na misericórdia de Deus. 

24.22-24 — Os israelitas deveriam reagir à morte da nação como Ezequiel havia sido ordenado a portar-se quando sua esposa morreu (v. 15-18): eles não poderiam lamentar a perda. O propósito da punição divina é demonstrado novamente: sabereis que eu sou o Senhor JEOVÁ (Ez 6.8-10; 12.15,16). As provações induziriam os israelitas a depender do Senhor e saber que Ele é santo. Sobre o termo sinal, veja Ezequiel 12.3-7; 24-16,17. Quando Jerusalém sucumbisse, Deus provaria ser digno de confiança e justo, e demonstraria que Ezequiel era realmente Seu profeta (v. 27).

24.25-27 — Quando algum que escapasse no dia da derrota de Jerusalém (586 a.C.) chegasse para dar as notícias a Ezequiel (talvez cerca de três meses depois), o profeta seria liberto da incapacidade de falar qualquer coisa exceto palavras de julgamento, e então teria permissão de pregar sobre esperança (v. l,2,24;3.25-27- ;33.21—39.29; 2 Rs 25.8,9).

Resumo de Gênesis 26 e 27

Resumo de Gênesis 26 e 27


Resumo de Gênesis 26: O capítulo 26 acrescenta algumas cenas da vida de Isaque. Nada é particularmente notável; e alguns são similares àqueles encontrados na vida de Abraão. Ele repetiu o procedimento de seu pai quando morou próximo a Gerar (mais tarde na terra dos filisteus), ao dizer que sua esposa era sua irmã. A graça de Deus também guardou Isaque. Ele teve uma disputa sobre poços com alguns dos pastores das proximidades, assim como seu pai, mas ele se manteve no modelo de vida estabelecido por Abraão. Os versos 23-25 apresentam o relato de uma ocasião em sua vida, quando o Senhor apareceu a ele e renova as promessas que, na geração anterior, havia conferido a Abraão. Isaque, por tudo isso, gozou de grande respeito por parte de seus vizinhos, e mesmo dos reis, e isto por ele ter sido uma figura mais proeminente do que às vezes se supõe (26.26ss.). Não há a necessidade de dizer que ele era também um homem de fé.
Resumo de Gênesis 27: Este capítulo narra como Isaque abençoou seus filhos. Ainda que de forma alguma se possa perdoar a fraude que Jacó e Rebeca planejaram, deveria ser observado, desde o início, que cada participante na ação estava mais ou menos errado. A culpa de Jacó já foi admitida. Rebeca era a originadora da fraude praticada. Isaque, sem dúvida alguma, sabia da palavra falada pelo Senhor (25.23), mas preferiu tentar invalidá-la por causa de seu preferido, Esaú. Esaú, por sua vez, agiu como se nunca tivesse vendido seu direito de primogenitura. De toda essa confusão moral e fraude veio um resultado que estava em harmonia com a vontade do Senhor em relação a esse assunto. A providência controlou a questão final. A melhor bênção foi dada ao escolhido de Deus, e foi desde então marcado por todos os itens e propósitos como o homem que leva consigo a linhagem da promessa nesta família escolhida.

Resumo de Gênesis 28 e 29

Resumo de Gênesis 28 e 29

Resumo de Gênesis 28: A luz de todo o acontecimento, Isaque claramente confirmou a bênção que ele, sem ter tal intenção a princípio, concedeu a Jacó (28.4). Nada menos que o assassinato de seu irmão, pairava na mente de Esaú, contudo ele se abstinha de cometer tal coisa enquanto seus pais ainda estavam vivos. Não havia outra escolha para Jacó senão a de abandonar aquela terra, não de forma precipitada, mas numa aventura que seus pais tinham consentido. Há boas razões para se acreditar que Jacó estava de fato arrependido de seu delito, no tocante a assegurar a bênção de seu pai. Por esta razão, Deus apareceu a ele com graciosa promessa de segurança e proteção, no conhecido incidente de Betei, marcado pela subida e descida de anjos por uma escada. Eles serviram como símbolo da providência e proteção de Deus, e serviram como conforto a um pecador solitário, com saudades da família e penitente. Jacó não tinha compreendido que a providência de Deus se manifestaria a si mesma no cenário familiar do lar ancestral. Ele nunca tinha compreendido plenamente o significado da onipresença de Deus. As palavras do voto (v. 20ss.) não são expressões de barganha mercenária de um homem astuto e calculista, que procura seus próprios interesses. Jacó está meramente reiterando a promessa que o Senhor acabara de lhe fazer (v. 15). Jesus se refere a esse incidente de uma maneira que mostra que a passagem prefigurava sua própria comunhão íntima com seu Pai celestial (Jo 1.51). Ainda é preciso notar que Jacó fez votos de estabelecer um santuário para marcar o local de sua memorável experiência.


Resumo de Gênesis 29: Um dos mais encantadores romances bíblicos é apresentado no início deste capítulo. Próximo daquele poço aconteceu o amor à primeira vista. Ver sete anos passar como se fossem sete dias mostra um homem em profundo amor. Neste ponto, toma-se óbvio que Labão é um amigo astuto, que busca vantagem e interesse próprio, e que vai em breve acabar sem nada. O astuto Jacó tem um sogro mais astuto. Eles estão continuamente competindo em esperteza. Aquele, que enganou seu irmão tão sutilmente, precisava aprender o que significa ser enganado. A retribuição divina trabalha para corrigir a inclinação caprichosa de Jacó. Apesar de toda a astúcia dos homens, o Todo-poderoso mantém a situação totalmente sob seu controle. A providência divina governa sobre a astúcia e a esperteza humana. Há um outro lado desagradável a ser considerado. Jacó se tomou bígamo. E claro que foi mais por acidente que por desígnio. Em nenhum lugar na narrativa, há uma palavra de censura sobre a bigamia de Jacó, mas a seu próprio modo o registro sagrado mostra como tal situação poderia vir a ser pecaminosa e nociva. Ela resultou em intrigas familiares e disputas mesquinhas, com perda da disciplina familiar e ciúmes mesquinos; de fato, uma atmosfera inteiramente nociva. É óbvio que os valores espirituais foram empurrados para o segundo plano sob tais circunstâncias. Ao lado disto, em maior escala, as tensões foram aumentando entre as famílias de Jacó e Labão. A desconfiança e cumplicidade multiforme estavam na ordem do dia, até que a situação se tomou insuportável. Jacó teve de deixar a Mesopotâmia e retomar para a terra da Promessa. Ele recebeu a aprovação divina para retomar. A providência era capaz de tirar algum bem dos caminhos perniciosos dos homens. Deveria ser notado que os dados pelas mães, aos doze filhos de Jacó, indicavam que uma centelha de fé ainda estava ardendo abaixo da superfície.

Resumo de Gênesis 30 e 31

Resumo de Gênesis 30 e 31


Resumo de Gênesis 30: Como a família havia crescido, também o rebanho cresceu, e de tal forma que se tomou muito grande. Jacó lançou mão de uma série de artifícios para obter vantagem sobre seu sogro na questão de obter o gado recém-nascido. Não é dito se artifícios empregados produziram resultados, mas é indicado que isto agradou ao Senhor, para deixar Jacó adquirir mais rebanhos do que Labão. Tudo isto fez aumentar os sentimentos de rivalidade e ciúmes que prevaleciam entre os dois acampamentos.
Resumo de Gênesis 31: Finalmente, a situação ficou insuportável para Jacó. O Senhor interveio em favor de Jacó e aprovou seu retomo para a terra de seus pais. Suas esposas estavam completamente a seu lado, por seu pai ter tratado seu esposo vergonhosamente. E novamente, de modo engenhoso, Jacó tirou vantagem da situação que lhe permitiu tomar muito grande a distância entre os dois rebanhos. Assim que a palavra foi trazida a Labão, ele partiu numa expedição, planejando uma retaliação. Outra vez o Senhor interveio e proibiu a Labão de tomar qualquer medida punitiva. Ele polidamente atuou como o genro que tinha perdido a oportunidade de se despedir afetuosamente de suas filhas e seus netos. Uma coisa Labão pôde cobrar daqueles que tinham fugido: alguém pegara alguns pertences de sua casa (terafins). Ninguém, exceto Raquel, sabia que ela tinha pego. De acordo com o testemunho dos documentos de Nuzi, as posses dos deuses do lar garantia os direitos à herança ancestral. Por um estratagema inteligente (mas não inteiramente honesto), Raquel impediu seu pai de descobrir o culpado e os deuses; e tudo isso fez explodir uma indignação da parte de Jacó que colocou para fora sentimentos a muito contidos. Esta explosão, ao que parece, desanuviou a atmosfera e levou as duas partes pelo menos um acordo um meio amigável.

Quando uma pilha de pedras foi erguida para comemorar o acordo, Labão ainda sugeriu, com memoráveis palavras, cheias de suspeitas e desconfiança, que Jacó era um homem que não poderia, sob nenhuma circunstância, ser confiável (v. 49) e tinha de ser refreado por juramentos e votos. Por causa da paz, Jacó concordou com o acordo prescrito e o assunto foi considerado como encerrado.

Resumo de Gênesis 32 e 33

Resumo de Gênesis 32 e 33


Resumo de Gênesis 32: A tensão da narrativa cresce. Chega um relato a Jacó de que Esaú estava se aproximando com 400 homens, reunidos, sem dúvida, para executar a vingança que Esaú tinha prometido após a perda da bênção paternal. Jacó não poderia reunir uma força igual, ainda que tivesse um bom número de pastores. Humanamente, Jacó estava perto de seu fim. Foi então que, Jacó obteve a visão de uma multidão de anjos em Maanaim, perto da confluência do Jordão e do Jaboque. Esta multidão, aparentemente, não entrou em ação, mas foi revelada para indicar os recursos protetores que Deus poderia ter posto em ação a favor de Jacó. Repetidamente Jacó lançou mão da oração. Ele também tratou de apaziguar seu irmão, com medidas cuidadosas e preventivas, preparando um grande número de ovelhas, bois. camelos e asnos como presentes a Esaú. Aquele que, em tais situações, oferecia presentes a outro, reconhecia a posição superior daquele a quem os presentes estavam sendo direcionados, uma jogada sábia de apaziguamento. Ao enviar estes presentes, um após o outro, o impacto calculado do ato era reforçado. Esaú demonstraria hostilidade, alguns dos grupos envolvidos poderiam ter empreendido uma fuga. À medida que a noite se aproximava, Jacó trouxe o restante do seu pessoal e seus rebanhos para a vau do rio. Então ele teve de recorrer a uma desesperada oração, lutando com um misterioso homem (talvez o anjo do Senhor) durante uma boa parte da noite. Ninguém jamais entenderá completamente o misterioso encontro envolvido. De certo modo, Jacó sabia que seu oponente era Deus e insistentemente ansiava por sua bênção. Os homens daqueles dias acertadamente criam que aquele que se encontrou face a face com Deus deveria morrer (Èx 33.20). Quando Jacó chamou ao lugar de Peniel (Gn 32.30, a face de Deus), ele comemorou o fato de que ele tinha sobrevivido à experiência do encontro direto com Deus.
Resumo de Gênesis 33: O evento tomou um rumo completamente inesperado. Abaixo daquela superfície dura, habitava no caráter de Esaú uma natureza emocional gentil. Todo o pensamento de vingança foi dissipado quando viu seu irmão. Os irmãos se abraçaram, se beijaram e choraram. O tempo do grande perigo passara. Deus tinha agido também e, de alguma forma, mudou o coração de Esaú redirecionando-o para a bondade. Esaú teria estabelecido laços mais fortes de amizades, mas o mais sóbrio deles, Jacó, percebeu algo de instável no caráter emocional de seu irmão, e contentou-se com a reconciliação que havia sido efetuada. O episódio de morar na Mesopotâmia é completado mediante a ereção de um altar no ponto de entrada na terra prometida, um altar comemorando a graça e o cuidado protetor de Deus. Deste ponto em diante, vários incidentes altamente reveladores são narrados, indicando o curso dos eventos. O primeiro deles é o incidente de Diná.