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  • Antropologia do Novo Testamento

    O lugar das pessoas na atividade de criação de Deus é comparado a seu lugar na Sua atividade de redenção. O Novo Testamento insiste em que as pessoas não tinham aceitado a responsabilidade dada em Gênesis 1:29-30. É igualmente insistente que a alta estima de Deus para com o homem não diminuiu [...]

  • Significado de GEENA na Bíblia

    GEENA. A forma Gr. do Heb. gē–hinnom, “”vale de Hinom” (Jos. 15:8; 18:16); também chamado Topheth (II Rs 23:10). A forma Gaienna ocorre na LXX em Jos. 18:16b. A palavra é usada como nome metafórico do lugar de tormento dos ímpios, após o julgamento final [...]

segunda-feira, 7 de julho de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, EFÉSIOS, carta, 2
2.1-10 - Esta provavelmente é a exposição mais clara do evangelho em todas as epístolas de Paulo: somos salvos pela graça, por meio da fé, e não por méritos humanos ou boas obras. Não que os cristãos não façam boas obras (fomos criados para esse fim), mas as obras não são exigências para que eles sejam aceitos por Deus nem são provas disso [são o resultado e a prova de que eles foram salvos, não a condição]. Lutero resumiu a questão de forma sucinta: “não é contra as obras que lutamos, mas contra a confiança nas obras”.

2.1 - A expressão “mortos em ofensas e pecados” significa espiritualmente mortos e perdidos.

2.2 - Noutro tempo, andastes. O verbo “andar” normalmente é usado na Bíblia para descrever o progresso normal e firme de um cristão com Deus (SI. 1.1). Aqui, Paulo se refere à antiga caminhada do cristão. Seja um caminho de negligencia moral ou a viela escura do mal, os cristãos não devem mais andar nos maus caminhos do passado (Ef. 4.17). Eles são salvos para que possam ter um estilo de vida pautado nas boas obras (v. 10). Devem andar de maneira digna de sua vocação (Ef. 4.1), o que significa andar em amor (Ef. 5.2), na luz (Ef. 5.8) e em sabedoria (Ef. 5.15). Paulo enfatiza para os efésios que antes eles andavam segundo os caminhos do mundo e seguiam o príncipe das potestades do ar, ou seja, Satanás A expressão “filhos da” é um hebraísmo, uma forma de dizer que as pessoas [os filhos] têm como característica e caráter os mesmos traços de outrem [o pai]. Portanto, os filhos da desobediência são pessoas que desobedecem a Deus, sejam cristãos ou não (Mt. 16.23; Lc. 22.31,32; At. 5.3).

2.3 - Vontade, em vontade da carne, significa desejos fortes. Mesmo com o modificador da nossa carne, essa palavra é mais do que uma referência a desejos humanos. Refere-se também a algo mais profundo, a concupiscência da carne, o desejo veemente por fama, poder e riquezas (Gl. 5.19-21).

2.4-7 - Estando nós ainda mortos. Em virtude do pecado de Adão, toda a humanidade está espiritualmente morta. Somente Deus pode dar-nos a nova vida e salvar-nos dessa terrível situação. Por Sua imensa misericórdia, o Senhor entregou Seu Filho por nos quando ainda éramos Seus inimigos. Ele nos amou muito antes de nos o amarmos (1 Jo. 4.9,10). Ele nos vivificou e salvou, a fim de que nos assentemos nos lugares celestiais em Cristo. Nos séculos vindouros. Deus deseja demonstrar sua benignidade por intermédio de Cristo Jesus, Seu Filho. Isso não tem nada a ver com nosso próprio mérito; o Senhor estende a mão para nos salvar porque Ele é misericordioso e bondoso.

2.8-10 - Os cristãos foram salvos pela graça. A graça de Deus e a fonte de salvação; a fé é o meio para obtê-la, não a causa. A salvação não provem dos esforços das pessoas; ela é fruto da benignidade de Deus. Na verdade, Deus é quem nos salva - do Senhor vem a salvação (Jn. 2.9). O particípio do verbo salvar (salvos) nesta passagem indica que a salvação do cristão já ocorreu no passado, quando Jesus morreu por nos na cruz.

Dom de Deus. Não há nada que possamos fazer para obter a nossa salvação. Alguns sugerem que o dom de Deus modifica a palavra fé neste versículo. Portanto, Paulo estava dizendo que nem nossa fé em Deus [que permite que tomemos posse da salvação] provém de nos mesmos. Ela também é um dom, por isso ninguém pode orgulhar-se de sua condição de membro do Corpo de Cristo. Recebemos tudo de nosso Pai misericordioso e bondoso.

2.11-22 - Nos versículos 1-10, Paulo ensinou que a salvação de cada judeu e de cada gentio se dá pela graça, por meio da fé. Na segunda metade do capítulo 2, ele ensina como é formado o novo e santo templo de Deus com judeus e gentios, unidos na Igreja, cujo fundamento, a Pedra angular, Cristo, e comunicado pelos apóstolos e profetas.

2.11 - Uma vez que o sinal da aliança abraâmica era a circuncisão, os judeus orgulhosamente se referiam a si mesmos como os da circuncisão. De um modo muito menos delicado, eles chamavam os gentios de os da incircuncisão [ou incircuncisos].

2.12,13 - Paulo fez uma descrição vívida da triste condição dos não-judeus. Eles não tinham esperança, pois Deus não lhes estendeu a mão para estabelecer uma relação baseada em uma aliança. No entanto, o sangue [derramado] de Cristo poderia trazer os gentios de volta ao seu Criador.

2.1 4 - A parede de separação que estava no meio de judeus e gentios era retratada de forma vivida por uma parede separando o átrio dos gentios do átrio dos judeus, no templo. Havia um aviso de que qualquer não-judeu que ultrapassasse o pátio dos gentios receberia a morte imediata e súbita.

2.15,16 - Desfez a inimizade... . A lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças. Paulo não estava dizendo que Deus rejeitou os padrões justos da Lei. Pelo contrário, em Cristo, os padrões justos que as pessoas nunca poderiam alcançar foram atingidos. Jesus e a nossa justiça. Nele, os cristãos cumprem a Lei (Mt. 5.17,20; Rm. 3.21,22,31). [Aqui, lei dos mandamentos diz respeito mais especificamente as ordenanças do que aos mandamentos propriamente ditos.]

A Igreja cristã, formada por judeus e gentios, e descrita como um corpo. E o ser humano convertido a Cristo [em quem não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea (Gl. 3.28)] e descrito como um novo homem. Nos primórdios do cristianismo, a Igreja era, principalmente, composta de judeus. Mas, pela ação do Espírito de Deus, os cristãos testemunharam sobre Jesus aos gentios (At. 10), que se converteram e excederam o numero de membros judeus.

2.17,18 - A expressão acesso ao Pai aponta para o bendito privilégio de todo cristãos. O Pai, o Filho e o Espírito Santo estão envolvidos em nossa salvação.

2.19 - Quando gentios se tornam povo de Deus, eles não são mais vistos como estrangeiros nem forasteiros, e sim como concidadãos dos santos e família de Deus.

2.20 - Os apóstolos e os profetas são citados aqui como fundamento [edifício] da Igreja porque eles ajudavam a edificar a Igreja sobre a Pedra angular, que e Cristo, e eram Suas testemunhas. Em outras palavras, a Igreja primitiva foi estabelecida a partir dos ensinamentos e da pregação dos apóstolos e profetas (At. 2). Contudo, o próprio Cristo e a Pedra sobre a qual a Igreja esta edificada (1 Co. 3.11). A pedra da esquina era a primeira pedra, a base, o alicerce, colocada no angulo de uma construção [para dar-lhe firmeza, solidez]. Os construtores alinhavam o restante da estrutura sobre a pedra angular, principal (1 Pe. 2.1-9).

2.21,22 - A expressão bem ajustado descreve, na construção romana, o processo pelo qual os trabalhadores (normalmente escravos) giravam grandes pedras até que elas se encaixassem perfeitamente umas nas outras. As colunas, por exemplo, pareciam ser uma peça única, mas eram, na verdade, cilindros de pedra que se apoiavam um sobre o outro. De um modo similar, Deus ajusta os cristãos no templo santo que Ele está edificando para morada de Deus no Espírito.


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domingo, 6 de julho de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, EFÉSIOS, carta, 1
1.1-3.21 - Na primeira metade da carta aos Efésios, como em outras varias epístolas de Paulo, são enfatizadas as doutrinas e crenças nas quais se baseiam os deveres e o comportamento comentados na segunda metade da epístola.

1.1,2 - As saudações nas epístolas do Novo Testamento seguem a forma de uma carta típica do primeiro século: o escritor é mencionado primeiro, e o destinatário em seguida; depois vem uma benção ou votos desejando que todos estejam bem de saúde. A diferença está no conteúdo da benção: as cartas pagas mencionavam deuses e deusas que não existiam, como Diana ou Apolo; os apóstolos invocavam o único Deus verdadeiro e Seu Filho Jesus Cristo para abençoar seus leitores. Em Efésios, Paulo se refere a si mesmo como um apóstolo porque ele foi pessoalmente comissionado por Jesus Cristo com autoridade especial para pregar o evangelho. O termo “santos”, no Novo Testamento, refere-se a todos os cristãos separados por Deus em Cristo.

Éfeso. Esta carta pode ter sido uma carta circular para a Igreja em Éfeso e em todas as cidades próximas.

1.2 - O dom gratuito da salvação, que e a graça de Deus, leva o ser humano a paz com Deus e com seus semelhantes e a uma vida plena. A deidade do Senhor Jesus Cristo fica clara quando o associamos ao Pai.

1.3-12 - Logo no início da carta, Paulo começa a louvar a Deus, que o escolheu antes da fundação do mundo. Foi em Cristo que Deus elegeu ele, Paulo, e os cristãos para serem abençoados e serem uma benção para os outros. A ênfase não está no simples fato de escaparmos do castigo eterno, mas no fato de agirmos como verdadeiros santos e rendermos louvor a glória de Deus com a nossa maneira de viver.

1.3 - As bênçãos do cristianismo são, sobretudo, espirituais. Deus não promete saúde, riqueza e prosperidade aos cristãos no Novo Testamento. A expressão nos lugares celestiais sugere que o cristão, vivendo em qualquer lugar do mundo, já esta, neste momento, em um sentido espiritual, assentado com Cristo nos céus.

1.4, 5 - Aqui, caridade corresponde ao termo ágape no grego, ou seja, ao amor divino que e gerado em nos pelo Espírito Santo, quando, por escolha e vontade própria, entregamos-nos a Cristo; não é um sentimento romântico.

Nos predestinou. A predestinação aqui não indica determinismo insensível ou um destino predeterminado. Consiste numa escolha amorosa da parte de Deus.

Segundo (gr. kata) é um termo significativo em Efésios, mas pode não ser notado, já que se trata de uma preposição comum. Paulo o emprega 14 vezes nesta epístola. No capítulo 1, lemos segundo o beneplácito de sua vontade (v. 5), segundo as riquezas da sua graça (v. 7), segundo o seu beneplácito (v. 9), segundo o conselho da sua vontade (v. 11) e segundo a operação da forca do seu poder (v. 19). No capítulo 3, lemos segundo a operação do seu poder (v. 7), segundo as riquezas da sua glória (v. 16) e segundo o poder que em nos opera (v. 20). Tudo isso quer dizer que Deus não nos da Sua graça simplesmente por causa (ele) de Sua abundância, mas de acordo com (kata) Sua abundância.

1.6 - Amado também poderia ser traduzido por aquele que Deus ama, ou seja, Jesus Cristo. Em Colossenses 1.13, Paulo usa uma expressão similar: Filho do seu amor. O Amado e um “título” messiânico que se refere ao Filho de Deus. Jesus não é simplesmente um no meio de outros que são amados por Deus, e o Filho amado.

1.7,8 - Redenção. Esse termo significa comprar de volta, resgatar. Nos tempos antigos, era possível comprar de volta uma pessoa que havia sido vendida como escrava. Do mesmo modo, Cristo, por meio de Sua morte, comprou-nos para Deus, resgatou-nos da escravidão do pecado.

Seu sangue. O sangue de Cristo é o meio pelo qual se realiza a nossa redenção. O Antigo e o Novo Testamento ensinam claramente que não ha perdão sem o derramamento de sangue, que implica a morte de alguém. Isso faz alusão ao sistema de sacrifícios da antiga aliança, que apontava para o autos sacrifício de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

1.9 - O mistério não e um enigma a ser decifrado nem um tipo de conhecimento comum aos iniciados em uma seita ou religião paga. No uso que o apóstolo faz do termo, mistério denota um aspecto da vontade de Deus que antes estava oculto ao ser humano, mas foi revelado por Ele em Cristo (Rm 11.25).

1.10 - A palavra grega traduzida por dispensação significa regra da casa. Refere-se ao modo como Deus administrou ou dispôs toda a história para cumprir Seu plano de salvação da humanidade, o qual tem fases distintas, embora o Senhor nunca mude. Neste contexto, dispensação provavelmente se refere ao tempo em que Deus estabelecera Seu Reino eterno.

1.11,12 - Nos (sujeito oculto), judeus, em Cristo fomos feitos herança, o que e muito melhor do que a herança prometida na antiga aliança. Não se trata de algo novo, mas em Cristo fomos predestinados (planejados), conforme o propósito de Deus, desde o começo.

1.13-23 - Neste trecho, Paulo se refere aos gentios (vos). A ênfase esta na obra do Espírito Santo. Este sela cada cristão, transformando-o em um bem especial de Deus por meio da fé; representa a garantia de que somos aceitos por Deus por meio da fé em Cristo. O objetivo do Espírito Santo e produzir uma Igreja totalmente perfeita, sendo Jesus Cristo a cabeça dela e os cristãos os membros desse Corpo espiritual. Que ideia maravilhosa saber que nos, que antes estávamos alienados de Deus, agora ajudamos a preencher o que Paulo chama de Corpo de Cristo.

1.14 - O penhor da nossa herança e o próprio Espirito Santo. O interessante e que a palavra grega usada para penhor também pode ser usada para indicar um anel de noivado. Como Cristo e o Noivo, e a Igreja e a noiva, o Espirito Santo e o sinal, o pagamento antecipado para o casamento ha muito esperado entre os dois (Ap. 19.7,8).

Possessão. O Antigo Testamento descrevia a nação de Israel como o tesouro particular de Deus, que foi adquirido por Ele por meio de Seus feitos poderosos de libertação do Egito, no êxodo (Ex 19.5; Dt 7.6). Aqui, Paulo descreve os cristãos como bens do Senhor, que custaram o sangue de Seu próprio Filho.

1.15-23 - Aqui esta a oração de intercessão mais ardente de Paulo por estes cristãos. Depois de agradecer por eles (v. 15,16), o apóstolo ora para que tenham discernimento espiritual (v. 17) quanto a gloria da sua herança (v. 18) e a sobreexcelente grandeza do seu poder (v. 19-23).

1.15 - Ouvindo eu (Cl. 1.5,9). Paulo não menciona que orou por esses cristãos antes de tomar conhecimento da fé deles. Como a oração de Paulo e diferente de grande parte das nossas! Muitas vezes, pedimos a salvação de pessoas perdidas e, depois, quando elas passam a crer em Cristo, nos as abandonamos. Paulo fazia justamente o contrário. Talvez ele tenha se inspirado no modelo de oração do Senhor (Jo. 1.7,9,20)

1.16,17 - Minhas orações. Quando examinamos as orações de Paulo, aprendemos sobre a natureza da intercessão. Grande parte de nossas orações fica aquém da intercessão eficaz.

1.18,19 - A expressão os olhos do vosso entendimento se refere ao entendimento espiritual. Para descrever isso, Paulo usa palavras capazes de retratar o coração que enxerga iluminado pela luz divina. Qual seja a esperança significa que os cristãos podem esperar muitas coisas, mas há uma esperança que todos têm em comum (Ef. 4.4), o Senhor Jesus Cristo (Cl. 1.5,27). Nele encontramos a verdadeira esperança e as verdadeiras riquezas.

1.20 - Manifestou em Cristo. A ressurreição de Cristo dentre os mortos foi a expressão do poder de Deus e a prova do que o Senhor pode fazer em nós e por nós. Pondo-o. Cristo Jesus não somente ressuscitou dos mortos. Deus lhe deu um lugar a sua direita. Jesus assentou-se a destra do Pai, lugar de honra e poder, como o Filho de Davi, em cumprimento as profecias messiânicas nos Salmos 2 e 110. Jesus Cristo permanecera a direita do Pai até que os inimigos de Deus sejam subjugados e chegue o momento da volta de Cristo, para estabelecer plenamente o Reino de Deus entre os homens.

1.21 - Para os judeus da época de Cristo, o final dos tempos estava dividido em dois períodos: a era na qual eles viviam e o porvir. O Messias, chamado aquele que havia de vir (Mt. 11:3; Lc. 8:19,20), reinara plenamente na terra [como já reina no céu] no século vindouro.

1.22,23 - Em Efésios, Paulo enfatiza Cristo como cabeça [da Igreja], e em sua carta aos Colossenses, escrita durante o mesmo período em que ele estava preso, Paulo enfatiza a unidade do Corpo de Cristo. A Igreja aqui, em Efésios, não se refere a nenhuma congregação local, mas a todos os cristãos, o Corpo espiritual de Cristo.

domingo, 15 de junho de 2014

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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, TESSALONICENSES, 3
3.1,2 — Paulo não somente orou pelos tessalonicenses, mas também sentiu a própria necessidade de contar com as orações deles. Ele lhes pediu que orassem pelo avanço do evangelho e pela libertação dele da oposição humana. Tenha livre curso refere-se a rápida propagação do evangelho, enquanto glorificada expressa a ideia de ser triunfante. Os verbos não sugerem uma única vitória, mas uma serie continua de vitorias, marcando o avanço do evangelho por todo o mundo.

Dissolutos significa homens capazes de cometer maldades, enquanto maus indica que eles mesmos são maus e desejam corromper outros. Esses homens talvez fossem judeus incrédulos em Corinto que estavam perseguindo Paulo na época em que ele escreveu esta carta (At 18.12,13). E possível que os cristãos nunca tenham justiça neste mundo, mas eles podem, sem duvida, orar para que estejam livres dos maus.

3.3 — Embora esteja ciente de que os tessalonicenses podem ser tentados e se mostrar infiéis, Paulo tem certeza de que Deus os confortara ou fortalecera (2 Ts 2.17; 1 Ts 3.2,13). Ele sabe que Deus os guardara ou protegera (Fp 1.6; l Ts 5). Acerca dos homens maus (v. 2). Aqui, Paulo lhes assegura que Deus fielmente ira guarda-los para que nem o maligno, o próprio Satanás, se apodere deles. Deve ter sido confortante para os tessalonicenses ouvir isso, pois eles ainda estavam passando por uma terrível perseguição por causa de sua fé (2 Ts 1.4).

3.4 — Confiamos mostra que Paulo acreditava que os tessalonicenses obedeceriam as suas ordenanças, mas sua confiança estava no Senhor e se baseava no que o Senhor faria para ajudar esses irmãos a permanecerem fieis. Paulo tinha uma confiança similar com relação a Igreja em Filipos (Fp 1.6).

3.5 — Com a oração para que o Senhor encaminhe o vosso coração, Paulo estava mostrando que o coração, o centro da vontade de uma pessoa, e o lugar onde começa a renovação espiritual. Lá, Deus gera Seu amor e paciência, atributos que produzirão uma colheita de boas obras. O apostolo usa a palavra encaminhe para mostrar que Deus removera os obstáculos que talvez estejam impedindo o avanço deles em direção a caridade e paciência. Paulo ora para que os tessalonicenses, quando estiverem diante da perseguição, possam mostrar o mesmo tipo de paciência que Jesus expressou quando as pessoas o rejeitaram.

3.6 — Paulo usa aqui uma palavra forte, mandamo-vos (v. 4; 1 Ts 4-2, 11). Não e simplesmente uma sugestão, mas uma ordem obrigatória com a autoridade do Senhor Jesus Cristo. A mesma palavra, encontrada também nos versículos 10 e 12, e usada como referencia a uma ordem militar que o individuo deve obedecer, senão terá de enfrentar a pena de traição. Paulo instrui os tessalonicenses para que se afastem (NVI) de uma pessoa desobediente ou deixem de ter comunhão com ela. Entre outras coisas isso incluiria não permitir que a pessoa participasse de festas de caridade e da Ceia do Senhor (1 Co 5.9-13). Leia as instruções de Jesus em Mateus 18.15-17.

3.7, 8 — Alguns tessalonicenses, talvez usando como pretexto a iminente volta do Senhor, se recusavam a trabalhar e esperavam que outras pessoas da igreja os alimentassem. Em sua carta anterior, Paulo já os havia exortado a trabalhar (1 Ts 4.11,12). E obvio que não haviam dado ouvidos a instrução de Paulo, pois, nessa carta, Paulo pede a Igreja para disciplina-los (v. 6). Como um exemplo para todos, Paulo estava trabalhando noite e dia quando pregou entre eles. Seu objetivo era evitar ser um fardo para alguém. Tanto os gregos como os romanos detestavam trabalho manual; normalmente usavam escravos para todas as tarefas do tipo. Em contrapartida, os judeus consideravam o trabalho como uma prova de bom caráter e instruíam seus filhos a trabalharem em um oficio. Paulo fazia tendas para suprir suas necessidades toda vez que isso se fazia necessário em suas viagens missionarias
(At 18.1-3).

3.9 — Os obreiros cristãos podem contar com o suporte financeiro, e a Igreja tem o dever de pagar aqueles que lhe servem (Lc 10.7; 1 Co 9.6-14; G1 6.6; 1 Tm 5.17,18). Contudo, Paulo não queria usar sua autoridade para exigir pagamento. Pelo contrario, ele queria ser um exemplo para os outros seguirem. O fato de que ele trabalhava também eliminaria qualquer oportunidade de acusa-lo de ganancia. Ele nao queria que nada impedisse a propagação do evangelho (1 Co 9.12).

3.10 — Mais uma vez usando a expressão vos mandamos isto, Paulo declarou a lei de que se alguém não trabalhar, também não deve comer. Isso se aplica aqueles que não estão dispostos a trabalhar, e não aqueles que não podem trabalhar.

3.11 — Ociosidade gera pecado. Aqueles que andam desordenadamente, não trabalhando de forma alguma, fazem coisas vas, causando problemas e divisão na Igreja.

3.12 — Novamente Paulo diz mandamos e exortamos (v. 6,10). Ele exorta os tessalonicenses para que comam o seu próprio pão e façam isso em silêncio, sem causar divisão e transtorno. Segundo Paulo, a cura para mexericos e o trabalho duro.

3.13 — Os cristãos tessalonicenses foram exortados a não ficarem desanimados no trabalho por causa daqueles que não trabalhavam, mas também a continuarem a fazer o bem.

3.14 — Não vos mistureis com ele. Mais uma vez (v. 6), os cristãos deveriam deixar de ter comunhão e não se associar com quem desrespeitasse as palavras desta carta inquestionável do apostolo Paulo. Do contrario, seus vizinhos pagãos poderiam pensar que a igreja tessalonicense aprovava as ações daquela pessoa.

3.15 — Admoestai-o como irmão. O desobediente não e um inimigo, mas aquele que precisa de correção. Embora a rebelião devesse ser tratada, Paulo demonstra sua grande compaixão pelos irmãos. Ele odiava o pecado, mas não o pecador.

3.16 — Diante da possibilidade de uma desarmonia na Igreja, Paulo orou para que o Senhor da paz guiasse as ações deles, concedendo paz e unidade a Igreja.

3.17 — Da minha própria mão. Paulo ditou muitas de suas epístolas para um secretario. Ele acrescenta de próprio punho uma palavra pessoal como prova da autenticidade desta carta (Cl 4-18). Essa prova era necessária porque Paulo suspeitava que os tessalonicenses pudessem ter recebido uma carta falsamente atribuída a ele (2 Ts 2.2). Para prevenir-se contra isso, o apostolo explicitamente diz aos tessalonicenses que suas palavras de próprio punho no final de uma carta são o sinal oficial de que a carta era dele.

3.18 — Para todas as dificuldades que os tessalonicenses, e também Paulo, enfrentavam a solução era a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus não somente era a maior esperança dos tessalonicenses, mas era ele que amorosamente lhes dava forca para suportar as provações. Paulo orava para que isso fosse visível no meio deles.



Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3



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EXPLICAÇÃO, SIGNIFICADO, TESSALONICENSES, 2
2.1-12 — Este paragrafo e a essência da carta. Não somente e muito estratégico se em termos proféticos, mas nenhum outro trecho das Escrituras proféticas trata dos pontos específicos de revelação que são encontrados aqui.

2.1,2 — Depois de escrever 1 Tessalonicenses, Paulo foi informado que os cristãos em Tessalônica estavam sendo enganados por falsos mestres, que estavam confundindo os cristãos com ideias equivocadas acerca da segunda vinda de Jesus. A segunda carta de Paulo foi sua tentativa de corrigir estes mal-entendidos.

A palavra grega traduzida por reunião aqui e congregação em Hebreus 10.25 e encontrada somente nessas duas passagens do Novo Testamento. Na segunda referencia, ela se refere a congregação local, enquanto aqui se refere a Igreja de Cristo. Essa será a primeira vez que toda a Igreja (incluindo todo cristão) estará reunida diante do Senhor para adora-lo. A expressão parece referir-se ao evento descrito em 1 Tessalonicenses 4-17, no qual Paulo fala do encontro com o Senhor nos ares. O falso ensino era de que o Dia do Senhor, chamado de o Dia de Cristo aqui, (compare com 1 Ts 5.2-4) já havia chegado, trazendo com ele as tribulações pelas quais eles estavam passando. Portanto, alguns cristãos tessalonicenses acreditavam que a vinda de Cristo já havia passado. Paulo afirma que eles não deveriam acreditar nesse ensino, quer por espirito, quer por palavra, quer por epístola, como se ele o tivesse dado. Paulo ensinou-lhes que o Dia do Senhor começa apos o Arrebatamento (1 Ts 5.1-11).

Contudo, se o Dia do Senhor já veio, eles perderam o Arrebatamento ou, anteriormente, o tema Arrebatamento não foi ensinado de forma correta pelo apostolo. Paulo sentiu a necessidade de dar mais instruções para acalmar o coração dos novos convertidos.

2.3 — Quando Paulo escreveu 1 Tessalonicenses, os cristãos corriam o risco de perder a esperança na segunda vinda. Nessa carta, o apostolo estava corrigindo algo totalmente oposto — que Jesus já havia vindo. Paulo restaura o equilíbrio na Igreja ao descrever alguns dos principais eventos que precederiam o dia do Senhor (1 Ts 5.1-11), em particular a apostasia e a manifestação do homem do pecado. Segundo o que Paulo declara, a apostasia deve acontecer primeiro.

O termo grego traduzido por apostasia normalmente significava uma rebelião militar. Mas, nas Escrituras, a palavra e usada para se referir a rebelião contra Deus. Portanto, alguns interpretam esse versículo como uma referencia a um abandono geral da verdade. Essa apostasia rebelde prepararia o caminho para o Anticristo. Outros traduzem o termo como partida e entendem que seja uma referencia ao Arrebatamento. Isto e, o homem do pecado não poderá ser revelado ate que Cristo venha com o intuito de levar sua Igreja para estar com Ele. No que diz respeito a palavra propriamente dita, ela poderia referir-se a uma partida (apostasia) espiritual ou poderia referir-se a uma partida física (o Arrebatamento).

Independente do modo como o termo seja entendido, trata-se de um evento que ocorre antes de o homem do pecado ser revelado. Paulo não usa o titulo Anticristo para esse homem, mas a descrição que faz dele forma um paralelo com a descrição do Anticristo feita por João (1 Jo 2.18; Ap 13). O homem do pecado levara o mundo a rebelião contra Deus (v. 10), realizara milagres por meio do poder de Satanás (v. 9) e, finalmente, se apresentara como um deus para ser adorado (v. 4).

2.4 — O homem do pecado irá declarar-se divino e sentar-se no templo de Deus, agindo como se fosse um deus. Muitos líderes na historia se consideraram deuses, e o Anticristo e a declaração final dessa blasfêmia. Ele não tolerara que ninguém, a não ser ele mesmo, seja adorado (Ap 13.6-8). Observe os contrastes entre o verdadeiro Deus e o Anticristo.

Embora muitos quisessem ser considerados deuses, o verdadeiro ser divino se fez homem, humilhou-se e nos redimiu por meio do derramamento de Seu próprio sangue (At 20.28; Fp 2.6-8). Aquele que merece toda adoração e louvor não ordena adoração, mas, em vez disso, veio a este mundo como servo. Em contrapartida, aquele que merece apenas desprezo se apresenta como deus.

O homem do pecado provavelmente permanecera em um templo físico em Jerusalém para se declarar deus, o cumprimento final da abominação desoladora mencionada por Daniel (Dn 7.23; 9.26,27; 11.31,36,37; 12.11) e por Jesus (Mt 24.15; Mc 13.14). É possível que essas profecias já tenham parcialmente se cumprido quando Antíoco Epifanes ergueu um templo pagão a Zeus no templo em Jerusalém, em 167 a.C. (175— 164 a.C.), e quando Tito destruiu o templo em 70 d.C. Outros interpretam a referencia de Paulo ao templo de Deus como uma referencia a Igreja. Em outras palavras, o homem do pecado tentara desviar a verdadeira adoração da Igreja para si mesmo.

2.5 — Não vos lembrais. Paulo faz os tessalonicenses se lembrarem de seu ensino anterior sobre a segunda vinda de Jesus, confirmado em sua primeira carta para eles (1 Ts4.13—5.11). Ele lhes havia ensinado que não passariam pela noite do juízo que viria sobre o mundo no dia do Senhor nem seriam objetos da ira de Deus (1 Ts 5.9).

2.6 — Este poder que detém não e identificado. Talvez seja a ordem civil estabelecida por Deus para conter o poder do mal (Rm 13.1-7). Uma vez que o versículo 7 se refere ao poder que detém como sendo uma pessoa, talvez seja o imperador romano, a personificação da lei romana. Outros acreditam que Paulo tem em vista a soma total do poder moral que existe na Igreja por meio da pessoa do Espirito Santo. Seja qual for o caso, Deus esta no controle. O homem do pecado não poderá aparecer até que Deus o permita.

2.7 — Já o mistério da injustiça opera. O mal e o engano que o homem do pecado representa já existem neste mundo. Joao afirma que ha muitos anticristos em ação no momento (1 Jo 2.18). Quem se opõe a Cristo e a Sua Igreja e procura enganar os outros para que adorem falsos deuses e contra Cristo e, nesse caso, e um anticristo. Um que, agora, resiste. Havia uma boa razão para explicar por que o homem do pecado não havia sido revelado. Aquele que o detinha naquele momento, provavelmente o Espirito de Deus, tinha de ser tirado do mundo. Deus tem restringido o pecado no mundo por meio do poder do Espirito Santo. O Espirito trabalha diretamente por meio da Palavra, de pessoas piedosas e de Seus santos anjos para fazer avançar o Reino de Deus e deter o mal.

Alguns interpretam a expressão seja tirado nesse versículo como uma referencia ao Arrebatamento, pois a Igreja não poderá existir sem a presença do Espirito. Portanto, a retirada da Igreja por meio do Arrebatamento será, na verdade, a retirada de tudo o que detém o poder do pecado neste mundo. Há varias outras interpretações para esse versículo e a identidade de quem detém o pecado. O Estado romano, o imperador de Roma, a obra missionaria de Paulo, o Estado judeu ou o principio da Lei e do governo incorporado no Estado foram propostos como aquilo que detém a injustiça.

2.8,9 — Embora seja revelado como alguém extremamente poderoso (Ap 13.7), o homem do pecado será destruído por Cristo e lançado no lago de fogo quando o Senhor vier (Ap 19.19,20). O poder, e sinais, e prodígios de mentira do iniquo serão ofuscados pela gloria e esplendor de Cristo em Sua segunda vinda. E significativo observar que Satanás, a fim de promover sua mentira no final dos tempos e se passar como um deus, usará o mesmo tipo de poder, sinais e prodígios que o Espirito de Cristo usou no inicio dos tempos para autenticar a verdade sobre si mesmo como Deus (2 Co 12.12; Hb 2.4).

2.10.11 — A condenação do homem do pecado se estende a seus seguidores, que não receberam o amor de verdade a fim de serem salvos [e rejeitaram]. Embora muitos venham para Cristo apos o Arrebatamento, aqueles que rejeitam a Cristo antes deste acontecimento também não irão recebê-lo depois. Sem duvida, muitos que ouviram falar superficialmente do evangelho e afastaram-se ainda poderão ser salvos apos o Arrebatamento; ao contrario daqueles que foram convencidos pelo Espirito e, intencionalmente, se afastaram.

2 .1 1 .1 2 — Deus lhes enviara a operação do erro. Deus não e o autor do engano, mas permite que aqueles que rejeitam a verdade sejam enganados pela falsidade. Seguindo essa falsidade, eles serão eternamente condenados (NVI). Nós nos perdemos quando optamos pela iniquidade e ela se torna nossa fonte de prazer. O ensino de Paulo sobre a segunda vinda de Jesus, de acordo com 1 e 2 Tessalonicenses, pode ser integrado. Os cristãos que morreram, sem duvida, participarão da volta de Cristo (1 Ts 4.13-18). Os cristãos que estiverem vivos deverão se preparar para não serem apanhados de surpresa pela volta de Cristo, como acontecera com os incrédulos (1 Ts 5.1 -11).

Por outro lado, os cristãos não devem pensar que a segunda vinda ocorreu e eles foram deixados. Embora Cristo possa vir muito em breve, primeiro o iníquo se levantara para liderar uma grande rebelião contra Deus (2 Ts 2.1-12).

2.12 — Os incrédulos também receberão a condenação daqueles que rejeitaram a verdade e tiveram prazer em sua própria iniquidade. Rejeitar a verdade do evangelho sempre resulta em condenação. Ate aqueles que nunca ouvem o evangelho podem rejeitar a revelação de Deus na natureza (Rm 1.18-21).

2.13 — Nestes versículos, Paulo enfatiza a importância de crer na verdade. Mais uma vez, ele começa com ações de graças (2 Ts 1.3; 1 Ts 1.2; 2.13; 3.9). Paulo estava sempre dando graças ao Senhor pelos cristãos. Ele sempre agradecia pela salvação deles, que estava baseada na escolha deles por Deus, na obra divina realizada neles por meio do Espirito e da Palavra, e na glorificação final deles.

Elegido. O tempo grego deste verbo indica que, no passado, Deus escolheu os tessalonicenses para serem Seu povo, separado como santo para Ele. A salvação deles foi realizada pelo Espírito quando eles depositaram sua fé em Cristo. Contudo, observe o equilíbrio do Espírito e a verdade (a Palavra). O Espirito sem a Palavra e mudo; ele não tem nada a dizer. A Palavra sem o Espírito não tem vida; ela não tem poder para agir. A obra do Espírito esta sempre ligada a obra da Palavra para convencer o cristão da verdade.

2.14 — Nosso evangelho. Em 1 Ts 1.5, Paulo usa essa expressão para falar da boa notícia de que Jesus morreu por nos. Em outras passagens, ele a chama de evangelho de Cristo (1 Ts 3.2) e evangelho de Deus, o Pai (1 Ts 2.8). Essa e a mensagem que Paulo confiantemente proclamou entre os tessalonicenses em poder, e no Espírito Santo (1 Ts 1.5).

Para alcançardes a gloria de nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo deixa claro que os tessalonicenses já foram salvos (v. 13) e que somente Deus os chamou. Agora, porem, ele mostra a responsabilidade que os tessalonicenses têm de responder a obra de Deus realizada neles. Por meio do poder do Espírito (v. 13), os tessalonicenses devem se preparar nesta terra para um futuro glorioso com Cristo, vivendo de um modo santo (2 Ts 1.10; 1 Ts 4.1,2).

2.15 — Tradições referem-se as instruções passadas de uma pessoa para outra. As vezes, a palavra se refere a tradições humanas, opiniões de pessoas e especulações. Mas, nesse caso, Paulo esta se referindo a verdade revelada de Deus que não contem erro. Foi isso que Paulo passou para eles. Ele comunicou parte da verdade de Deus quando esteve pregando entre eles, mais um pouco de verdade por meio de sua primeira epístola e, agora, estava comunicando mais verdade por meio de uma segunda carta.

O Novo Testamento ainda não havia sido escrito por completo, sendo suas palavras comunicadas por meio de pregações e cartas dos apóstolos. Tendo crido na verdade, os cristãos tessalonicenses agora deveriam guardá-la e permanecer firmes em sua fé. Usar a verdade e uma maneira garantida de retê-la. Se não a usar, a pessoa a perde. Se os tessalonicenses tivessem permanecido firmes na verdade, a confusão sobre a vinda de Cristo que Paulo agora estava tendo de corrigir teria sido evitada.

2.16,17 — Enquanto se prepara para as instruções que seguem no capitulo 3, Paulo ora para que Deus encoraje os tessalonicenses e os firme na verdade (uma oração similar e encontrada em 1 Ts 3.11 -13). Eles só poderiam ter esperança porque Deus com graça os escolheu como Seu povo, os amou e lhes deu a salvação eterna. Paulo usa console e conforte no singular com o sujeito no plural, Jesus Cristo e o Pai, para indicar a unidade e a igualdade dessas duas pessoas da deidade (1 Ts 3.11).



Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3



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1.1 — Paulo, Silvano e Timóteo também foram os autores e editores de 1 Tessalonicenses. Silvano (termo latino para Silas) foi companheiro de viagem de Paulo desde o inicio da segunda viagem missionaria. Participou da fundação da Igreja em Tessalônica (At 17.1-4). Timóteo também estava acompanhando Paulo em sua segunda viagem missionaria. Seu relato acerca da igreja tessalonicense foi a razão de 1 Tessalonicenses ter sido escrito (1 Ts. 3.6-8).

A igreja. A palavra grega ekklesia significa ajuntamento ou assembleia. Embora os tessalonicenses estivessem sofrendo perseguição, e falsos mestres estivessem se infiltrando entre eles, Paulo ainda se dirige a eles como uma assembleia em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo. As circunstancias conturbadas que eles estavam passando não mudavam sua posição diante de Deus.

1.2 — A saudação de Paulo e similar aquelas em outras cartas antigas (G1 1.3; Cl 1.2; 1 Ts. 1.2), mas sua expressão esta cheia de significado espiritual. Graça e o favor imerecido que Deus concede aos cristãos por meio de Jesus Cristo. Paz refere-se ao fim da inimizade entre Deus e as pessoas. Os tessalonicenses podiam sentir paz com Deus mesmo durante a terrível perseguição.

1.3-12 — Paulo agradece a Deus pelo progresso dos cristãos tessalonicenses, especialmente por resistirem a perseguição (v. 3,4). Ele os incentiva ao revelar como aqueles que são perseguidos agora serão glorificados na volta de Cristo (v. 5-10). O apostolo ora para que continuem em santidade e, consequentemente, estejam prontos quando o Senhor vier (v. 11,12).

1.3 — A fidelidade da igreja tessalonicense na perseguição deu a Paulo razão para louvar a Deus. Satanás persegue os cristãos para desanima-los e derrota-los. Estes cristãos haviam sofrido perseguição, mas continuaram a crescer em Cristo, de acordo com a primeira oração do apostolo em sua primeira carta dirigida a eles (1 Ts. 3.10; 4.9,10). Aqui o apostolo louva a Deus porque a fé dos tessalonicenses está crescendo muitíssimo. O crescimento deles vai além de todas as expectativas naturais. Aumenta descreve um crescimento expansivo similar ao aumento repentino das aguas de uma enchente. A firmeza da fé dos tessalonicenses não somente os fortalecia para resistir a situações difíceis, mas também os motivava a expressar o amor genuíno pelos outros. A fé do cristão em Cristo deve sempre culminar no verdadeiro amor pelos outros (leia o mandamento de Cristo em Jo. 13.34,35).

1.4 — A perseguição não somente prova a fé, mas a revela e a faz crescer. Fe continua e perseverança durante as perseguições dão testemunho de Cristo, do qual Paulo estava se orgulhando para as outras igrejas.

1.5-10 — Paulo incentiva os tessalonicenses a perseverarem diante do juízo iminente na volta de Cristo. O artigo definido junto com o uso do singular não deixa duvida de que ele esta se referindo a um evento no futuro em que o justo Juiz corrigira as terríveis disparidades que existem agora.

1.5,6 — Embora os tessalonicenses estivessem resistindo a perseguição (At 17.5-9; 1 Ts. 2.14), Paulo explica que os perseguidores deles receberiam o troco de Deus. O justo juízo de Deus requer que os injustos sejam castigados por perseguirem os justos (Sl. 9; 10; 17; 137; Ap. 6.9,10). Além disso, se souberem lidar com suas perseguições, os cristãos serão considerados dignos da grande recompensa no reino vindouro de Deus (Mt 5.12; 1 Pe. 2.19,20). Os cristãos são chamados a resistir ao sofrimento neste mundo, pois receberão uma recompensa muito maior no mundo que ha de vir (2 Tm. 2.12).

1.7-9 — Descanso e estar livre da aflição que vira na volta de Cristo (Ap 6.11). A luta dos cristãos nesta terra necessariamente inclui tensão. Na vinda de Cristo, nós nos sentiremos livres dessa tensão para sempre, mesmo permanecendo ativos em Seu serviço. Esta promessa de descanso eterno no futuro ajuda o cristão que sofre a resistir as provações do presente (v. 4) • Quando se manifestar o Senhor Jesus. Neste momento, o Senhor Jesus esta entronizado na gloria, a destra do Pai (Jo. 17.5). Estevão viu essa gloria antes de ser martirizado (At 7.55,56), mas, um dia, e talvez seja logo, todo olho o vera (Ap 1.7). Observe a descrição em três partes da aparição de Jesus: desde o céu, com os anjos do seu poder, como labareda de fogo. Embora outras passagens retratem Sua vinda nas nuvens, segundo a descrição dessa passagem Jesus esta cercado de chamas flamejantes, vingando-se daqueles que o rejeitaram. Joao Batista profetizou acerca desse batismo com fogo (Mt 3.11,12; Lc 3.16,17).

Neste exato momento, Cristo batiza com o Espirito Santo aqueles que vem a Ele; mas, quando vier para julgar, Ele batizara com fogo. Hoje e o dia de salvação, mas aquele será o dia de vingança contra os que não conhecem a Deus (gentios que não creram; Ef 2.11,12) e os que não obedecem ao evangelho (judeus incrédulos que conheciam Deus, mas que rejeitaram Seu Filho; Rm 10.1, 16). Havia tanto judeus como gentios convertidos na igreja tessalonicense (At 17.1-5). Portanto, os cristãos tessalonicenses perseguidos poderiam ser encorajados pelo fato de que, quando Jesus for revelado no céu com Seus anjos, Ele trará labareda de fogo e eterna perdição sobre os inimigos de Deus, os que perseguiram os cristãos (Ap 19.12,17-19; 20.10-15). A palavra perdição não significa aniquilação; refere-se ao terrível destino daqueles que rejeitam a Jesus, a separação eterna de Deus (Mt 25.42-46).

1.10-12 — Em contraste com a destruição dos ímpios, Cristo será glorificado nos seus santos. Cristo será glorificado não somente entre os santos, mas também neles, pois os cristãos refletem Sua gloria. Paulo continuou a orar para que os cristãos tessalonicenses vivessem de modo digno para com Deus, de um modo que glorificasse a Cristo (1 Ts 2.12). Os cristãos estão determinando hoje, pelo que fazem com a graça que lhes foi dada, ate que ponto serão dignos de glorificar a Cristo no Reino que ha de vir (2 Tm 2.12).



Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3

domingo, 1 de junho de 2014

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Ártemis dos Efésios
Ártemis (arte-mis) — Na mitologia clássica, a irmã de Apolo, filha de Leto e Zeus, equiparada com a Diana romana, a deusa-lua, que era uma caçadora e protetora da feminilidade. No entanto, Ártemis (At. 19:23-40) (NVI) tem pouco em comum com o seu homônimo clássico. Ela era realmente uma deusa-mãe lidiana, adorada na foz do rio Cayster muito antes dos gregos chegar a Éfeso. Em Éfeso, Ártemis era a deusa da fertilidade. Sua comitiva no templo incluía sacerdotes eunucos, assistentes, e prostitutas sagradas. Sua imagem (At. 19:35), provavelmente era um meteorito. Os santuários de prata (At. 19:24), bem como modelos de argila e mármore, podem ter sido réplicas do santuário primitivo. O templo dos dias de Paulo era uma das sete maravilhas do mundo. A adoração da Artemis em Éfeso estendia-se para a Grécia, Gália, em Roma, e da Síria. Os nabateus do 1º séc. AD adoravam a divindade Atargatis, que é equiparada a Ártemis. Nos tempos do NT havia um templo de Ártemis em Gerasa.


Fonte: PFEIFFER, C. F., VOS, H. F.; REA, J. The Wycliffe Bible Encyclopedia. Moody Press. 1975; 2005.

terça-feira, 27 de maio de 2014

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Sexo como Símbolo de Impureza
A sexualidade ideal do Éden mudou com a queda. No lugar de abertura veio vergonha; alegria e amor foram marcados pela dor, luxúria e dominação (Gn. 3:7, 16). Esta deformação da sexualidade é, talvez, uma das razões porque o Pentateuco faz das expressões sexuais uma fonte de impureza cerimonial, seja por ejaculações anormais masculinas ou mesmo ejaculação normal durante a relação sexual (Lv. 15:1-18), ou para as mulheres durante a menstruação ou qualquer hemorragia anormal da virgem (Lv. 15:19-30) e quarenta ou oitenta dias após a liberação da placenta sangrenta no parto (Lv. 12:1-8). E todos estes, sem dúvida, simbolizada perda de vida potencial (sangue) e vitalidade (o cansaço dos homens após a ejaculação) e, portanto, o movimento em direção à morte, em contraste com Deus, que é associado com a vida (cf. Milgrom 1991, 766-68). A regra sobre o parto, além disso, garantia que a mulher tinha tempo para curar-se antes de renovar a atividade sexual. Um israelita tinha que se abster de sexo antes de entrar na presença de Deus, pois o decoro sexual era absolutamente obrigatório na adoração (Ex. 19:15; 20:26; 28:42-43). Assim, ao contrário de certos cultos pagãos antigos, em que foram realizados os atos sexuais, Israel separava totalmente a sexualidade da adoração.


Fonte: ALEXANDER, T. D., BAKER, D. W. Dictionary of the Old Testament: Pentateuch, p. 742. Downers Grove, IL: InterVarsity Press. 2003.

domingo, 18 de maio de 2014

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Hebraico no Estudo do Novo Testamento
4.1. A Língua de Jesus. Tendo estabelecido que a forma de hebraico falado na comunidade judaica do primeiro século dC, foi caracterizado pela gramática hebraica mishinaica (MH), uma segunda questão tem de ser resolvida: era a língua de Jesus MH? Que suas discussões jurídicas com os vários partidos judeus (ou seja, fariseus, saduceus, escribas) foram redigidos em MH é fortemente sugerido por 4QMMT e citações dos primeiros sábios (tannaim) preservadas na Mishná e Talmud. No entanto, a natureza multilinguística dos manuscritos de Qumran (79 por cento em hebraico, 17 por cento de aramaico, 4 por cento gregos), em um ambiente onde hebraico foi evidentemente preferido por razões teológicas, adverte contra uma solução simples para a questão. Há indicações adicionais que a comunidade judaica era em grande parte multilíngue.

4.1.1. As Evidências de Massada. Os manuscritos de Massada teriam sido depositados logo após os de Qumran (c. AD 73-74) e provê a última evidência do manuscrito até a Segunda Revolta Judaica (AD 132-135, ver Guerras Judaicas com Roma). Além de listas de latim e grego, recibos de salários e cartas da evidente ocupação por parte do exército romano após a queda de Massada, existem os restos de sete manuscritos bíblicos e uma parte substancial de uma cópia Hebraica de Ben Sira (ver Siraque). Ben Sira, um livro que exalta a sabedoria de Jerusalém, foi composto em hebraico, em 132 aC e traduzido para o grego em 117 aC pelo neto de Ben Sira. Apesar de uma versão grega ter sido mais tarde incluída no cânone católico romano, deve-se notar que o texto hebraico foi preferido pelos fanáticos que levaram a sua cópia para Massada. Dos oito restantes manuscritos não bíblicos, sete são hebraicos e um texto muito fragmentado pode ser aramaico.


FONTE: PORTER, S. E., EVANS, C. A. Dictionary of New Testament Background. Downers Grove, IL: InterVarsity Press. 2000.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

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Teologia da Riqueza
A Bíblia insiste por toda parte que Deus é o Criador e que todas as coisas pertencem a ele. Somente ele é o Criador e o Distribuidor da riqueza. A riqueza é dom de Deus. Em Deuteronômio 8.18 foi dito a Israel “Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas”. O crente é apenas o administrador da riqueza de Deus. Na aplicação da parábola dos talentos, porém, Deus insiste que ele deve ter um retomo de seu investimento.

Em nenhuma parte na Escritura a riqueza é considerada como sendo pecaminosa em si. De fato, foi ordenado a Israel honrar a Deus com seus bens (Pv 3.9), e o dízimo era uma parte integrante da adoração. Porém, a riqueza frequentemente se tomava uma tentação e o salmista (SI 62.10) sabiamente aconselhou, “se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração”. A atitude de Jó para com a totalidade de vida se aplica igualmente bem a sua fase econômica “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21).

Nos tempos do NT, o dinheiro e a filosofia se tomaram os maiores obstáculos à adoração de Deus. O perigo mortal do dinheiro é visto nas observações de Cristo, “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” (Mc 10.23); e as parábolas do rico insensato e do jovem rico enfatizam o mesmo tema. Para resumir, diz Cristo, “Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24), e “onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Lc 12.34).

Os santos do AT, por exemplo, Abraão, Davi e Jó, eram homens de grandes riquezas, mas não há nenhum santo do NT com riqueza comparável. E interessante observar, porém, que o centurião romano, de quem Cristo declarou, “Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (Mt. 8.10), era rico o bastante para ter construído a sinagoga em Cafamaum onde Cristo adorava (Lc. 7.5). Embora Cristo fosse o Senhor de toda a riqueza, ele achou apropriado passar pela vida sem riqueza, confiando-se às misericórdias dos seus amigos.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

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Judá — Teologia do Novo Testamento
Judá (Hb Yehuda). (1) O quarto filho de Jacó por Leah (Gn. 29:35, onde o nome é explicado como significando “louvado”; cf. 49:8 que contém uma brincadeira com esse significado. Outras etimologias (→ Etimologia) também foram sugeridas). (2) Gênesis descreve como a tribo de Judá é descendente dele (Gn 38) e como ela é prometida com uma posição de liderança (49:8-12). Na → conquista de Canaã Judá foi atribuída com território no sul (Jos. 15). Depois da morte de Saul, Davi foi feito rei sobre Judá (2 Sam. 2:4), talvez reinando sobre um reino duplo que incluía o resto de → Israel (2 Sam. 5:1-5). (3) Após a morte de Salomão, as dez tribos do norte formaram o reino de Israel (1 Reis 12), deixando Judá, juntamente com Benjamin, como o reino do sul, com Jerusalém como sua capital e ponto focal de adoração. Judá sobreviveu aos avanços da Assíria, mas grande parte da sua população foi deportada pelos babilônios (2 Rs. 23-25; Jer. 52, c. 597- c. 538 a. C; → Cativeiro). O retorno do exílio trouxe uma restauração de Judá, mas sem a monarquia (cf. Ezr. - Ne.) . Judá, veio cada vez mais sob influência helenística, especialmente sob a pressão do império selêucida sírio. Embora este seja resistido sob os → Macabeus, a terra ficou sob o domínio dos romanos no século 1 a. C. que destruiu Jerusalém em 70 d. C., e com ele os últimos vestígios de independência. Com o esmagamento da revolta de Bar Kochba, em 135 d. C. Judá deixou de ser uma terra judaica. O nome permaneceu na forma de judeu como o título para os adeptos da lei mosaica, independentemente de qual tribo vieram. (4) Após o exílio na Babilônia, Judá tornou-se um nome favorito entre os judeus.


FONTE: BROWN, C. New International Dictionary of New Testament Theology, vol. 1, pp. 61-62. Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House. 1986.

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