• Significado de “céu” no Novo Testamento

    O Novo Testamento emprega muitas vezes o vocábulo “céu” em muitos contextos. Nesse estudo, traduzimos o comentário de uma das obras de teologia do NT mais renomadas atualmente, The Dictionary of Jesus and the Gospels [O Dicionário de Jesus e os Evangelhos], para falar sobre o assunto [...]

  • Antropologia do Novo Testamento

    O lugar das pessoas na atividade de criação de Deus é comparado a seu lugar na Sua atividade de redenção. O Novo Testamento insiste em que as pessoas não tinham aceitado a responsabilidade dada em Gênesis 1:29-30. É igualmente insistente que a alta estima de Deus para com o homem não diminuiu [...]

  • Significado de GEENA na Bíblia

    GEENA. A forma Gr. do Heb. gē–hinnom, “”vale de Hinom” (Jos. 15:8; 18:16); também chamado Topheth (II Rs 23:10). A forma Gaienna ocorre na LXX em Jos. 18:16b. A palavra é usada como nome metafórico do lugar de tormento dos ímpios, após o julgamento final [...]

quarta-feira, 22 de abril de 2015


Interpretação de Isaías 21 e 22





Sentença VII. A Babilônia Será Derrotada e Seus Ídolos Destruídos. 21:1-10.
Interpretação de Isaías 21 e 22
1. O deserto do mar. A planície aluvial da Babilônia, formada pelo Eufrates e o Tigre com seus diversos tributários. Numerosos pântanos e lagos pouco fundos sempre se formavam quando os canais de drenagens eram negligenciados ou ficavam avariados.
2. O pérfido... destruidor (comerciante) aqui mencionado é a Babilônia caldaica, amadurecida para o juízo. Elão. Pérsia. O Elão era mais conhecido como Pérsia no tempo de Isaías, e foi mais tarde incorporado ao território da Pérsia propriamente dita.
3,4. Para um homem com a natureza compassiva de Isaías, a visão da sangrenta carnificina nas cidades invadidas da Babilônia, quando os exércitos de Ciro forçavam o caminho para a Capital, teve um efeito profundamente perturbador, como o de um terrível pesadelo.
5. Na visão profética ele viu os príncipes da Babilônia, descuidados em seu falso sentimento de segurança, banqueteando-se com Belsazar.
7. Uma tropa. Contingentes da cavalaria e homens a camelo eram pane característica dos exércitos medo-persas.
8. Então gritou como um leão. Tão intenso foi o sentimento do atalaia profético.
9. Este é o primeiro pronunciamento de juízo sobre a civilização degenerada e idólatra que a Babilônia representava; a última se encontra em Apocalipse 14 e 17.
10. Isaías viu a Babilônia totalmente derrotada e batida, como trigo sobre a eira.
Sentença VIII. Derrota de Edom; Vitória de Israel. 21:11,12.
11. Dumá. Edom. Ao que parece um jogo de palavras agourento, segundo o qual a sílaba principal do nome se encaixa em uma palavra que significa silêncio (usado em relação ao reino dos mortos no Sl. 94:17; 115:17). Isaías, como o atalaia, anuncia aos idumeus do Monte Seir que a manhã do livramento está ralando para Israel, mas a noite da derrota e da escravidão logo cairá sobre Edom. Que os idumeus, portanto, busquem a Jeová em arrependimento e fé.
Sentença IX. Dedã e Quedar Serão Derrotadas. 21:13-17.
Aliados aos filisteus, esses árabes do norte saquearam Jerusalém no reinado de Jeorão (cerca de 845 A.C.). Mais tarde foram derrotados por Uzias. Mas aqui são advertidos dos golpes mortais que receberiam dos assírios (como Senaqueribe, por exemplo) e dos caldeus (como Nabonidus, que fez de Tema sua segunda capital).

Isaías 22
Sentença X. Previsão da Queda de Jerusalém; Eliaquim Substitui Sebna. 22:1-25.
A. A mundana Jerusalém Será Destruída. 22:1-14.
Jerusalém está localizada sobre duas ou três colinas no meio de vales rodeados por notáveis cadeias de montanhas. Como cenário das revelações concedidas aos profetas de Deus, esse local foi apropriadamente intitulado o Vale da Visão. Os jerusalemitas, do alto dos telhados de suas casas, descortinariam a aproximação dos exércitos atacantes da Babilônia. Apesar do iminente perigo, os judeus se entregaram aos frívolos prazeres e à indulgência carnal. E se deparariam com a tragédia total. Seu rei (Zedequias) tentada inutilmente fugir da cidade. Destruição lamentável seria destinada à cidade e ao povo (v. 4).
5-11. O profeta dá detalhes do cerco que está por vir (589-587 A.C.), no qual os soldados súditos de Quir lutariam nas fileiras dos persas do Elão (cons. 21:2). Os arranjos materiais para a defesa da cidade (a refortificação das brechas e a guarda do precioso reservatório de água) seriam inúteis, porque os judeus se recusariam a confiar no seu Deus, sua única defesa garantida contra o mundo.
12-14. A insistência do Senhor a que se arrependessem foi recebida com cinismo e indulgência carnal crassa. Mas o amor paternal de Deus não pode ser assim tão espalhafatosamente ignorado e desprezado sem as mais severos conseqüências. Este oráculo deve certamente se referir ao começo da invasão de Senaqueribe, quando Judá errou e preferiu confiar na ajuda do Egito, enfrentando a vingança da Assíria. Foi preciso os horrores da invasão de 701 A.C. para fazer Jerusalém se arrepender e renovar sua submissão a Deus.

B. Um Corrupto Oficial Substituído por um Servo Público Piedoso 22:15-25.
À luz do contexto precedente, parece que podemos presumir que Sebna, o tesoureiro real, era um líder da facção pró-Egito nos conselhos de estado. Na confiança de que sua posição era segura, ele ordenou que lhe preparassem uma suntuosa tumba, não percebendo que poderia ser demovido de seu cargo, morrendo pobre em uma terra distante. (Em 701 ele foi realmente substituído por Eliaquim, de acordo com II Reis 18:18, embora ainda fosse secretário do serviço governamental.) Mas Eliaquim (Deus estabelecerá) era um verdadeiro e devotado seguidor de Deus e portanto representa o remanescente dos verdadeiros crentes que se opuseram à aliança com o Egito idólatra.
22, 23. A chave da casa de Davi refere-se à posição de alta confiança e influência que Eliaquim desfrutava como primeiro ministro de Ezequias (Ezequias era da dinastia de Davi). Sua posição era tão firme quanto uma estaca na parede de uma casa, e sua glória e prosperidade passariam à sua família e descendentes. Muitos interpretam o versículo 25 como uma predição da queda final de Eliaquim. Mas à vista do lugar firme do versículo 23 (o qual, certamente, foi declarado pelo próprio Deus) parece melhor entender isto como referindo-se não a Eliaquim, mas a outros que falsamente se supunham tão seguramente estabelecidos quanto ele, mas que não deram seus corações a Jeová como ele fizera, e que portanto um dia seriam destituídos.
Interpretação de Isaías 37




Isaías 37
Cena II. A Assíria Recebe a Resposta e é Julgada. 37:1-38.

Interpretação de Isaías 37
1. Ezequias ... rasgou as suas vestes em sinal da mais profunda humilhação e desespero: Ele sabia muito bem até que ponto era responsável pelo terrível golpe que fora desferido contra o seu reino. Ele ignorara as advertências divinas (cons. Is. 30; 31) e assinara a desastrosa aliança com o Egito. Agora só podia retroceder em penitência junto ao profeta cujas advertências tinha ignorado.
3. Porque filhos são chegados à hora de nascer. A situação de Judá assemelha-se ao impasse desesperado de uma criancinha que se aloja na abertura do ventre e não consegue passar. A morte ameaça tanto a mãe como a criança.
6, 7. A primeira resposta de Deus ao desafio de Senaqueribe foi o de predizer que: a) um rumor de ataque inimigo faria Senaqueribe interromper o cerco; b) ele retornaria à Assíria. sem renovar o cerco; c) ele seria assassinado lá.
8. Libna ficava a menos de 16 quilômetros ao norte de Láquis e exatamente abaixo da fronteira de Dã.
9. Tiraca não era rei nessa ocasião, mas sim Sabaca. Portanto, Tiraca devia ser o comandante-em-chefe das forças expedicionárias do Egito em 701 A. C. Seu reinado como rei do Egito não começou antes de 688 A.C. (Ou talvez este Tiraca fosse de uma geração anterior à daquele que veio a ser rei, uma vez que algumas inscrições indicam que o último teria sido apenas uma criança nessa ocasião.)
12. Gozã era em Padã-Arã, cerca de 288 quilômetros a oeste de Nínive. Harã ficava ainda mais a oeste, cerca de 112 quilômetros. Embora Rezefe e Telessar ficassem na região da Mesopotâmia do norte, sua localização não é certa. As cidades citadas em 37:13 ficavam todas na Síria, ao norte de Damasco.
15. Tão profunda era a preocupação do rei e a sua tristeza diante do insulto feito ao Senhor Deus que ele dispensou qualquer mediação profética e foi diretamente a Deus.
16. Que estás entronizado acima (E.R.A.) e não que habitas entre (E.R.C.). Isto é, os querubins do propiciatório da arca da aliança no Templo.
19. Sob as aparentemente desesperadas circunstâncias que Ezequias enfrentava, esta declaração direta da divindade única de Jeová e da não existência dos deuses dos pagãos comprovou uma fé resoluta.
20. Ele fundamentou o seu pedido sobre a necessidade de vindicação da glória de Deus, não sobre suas próprias necessidades pessoais ou as de seu povo (pois ele compreendeu que não tinham direito nenhum ao favor divino).
21-29. A segunda resposta de Deus, dirigida a Senaqueribe pessoalmente desta vez, como também a Ezequias.
23. Muito significativo é o titulo o Santo de Israel, pois era a esta altura que Jeová ia demonstrar Sua imensurável superioridade sobre suas criaturas, e Seu compromisso pessoa para com Israel, Sua possessão preciosa.
24. Os cedros e ciprestes do Líbano eram madeiras de primeira escolha para os madeireiros cortarem. Os assírios julgavam derrubar as maiores nações, incluindo o povo que Deus escolhera de maneira especial.
26. Como era fátua o orgulho da Assíria, pois seus exércitos foram vitoriosos até então apenas pela ordenação do próprio Deus que ela desafiara.
29. Deus humilharia a Assíria tratando-a como besta fera subjugada por meio de ganchos (especialmente usados para subjugar touros) e freios, e competindo-a a voltar para casa sem a realização dos seus objetivos.
30-32. O Senhor designara um sinal confirmatório da autoridade divina além desta garantia: Os judeus ficariam livres para retomar aos seus campos arruinados e colher livremente os renovos; isto é, os cereais que brotariam dos grãos caídos na colheita anterior (tendo a invasão durado portanto até muito além do outono). No ano seguinte eles também ficariam grandemente dependentes do crescimento espontâneo, uma vez que suas casas, equipamentos e gado teriam de ser reparados e substituídos. No outro ano eles se ocupariam de sementeiras, araduras e colheitas, pois os saqueadores assírios não voltariam mais. (Isto, certamente, é o cumprimento para o qual este "sinal" aponta, e não para a mais imediata destruição do exército de Senaqueribe.)
31,32. Deus assegurou que os refugiados presos por trás das muralhas de Jerusalém se espalhariam e estabeleceriam suas cidades e vilas (durante os 113 anos de intervalo antes da queda de Jerusalém para os caldeus).
33. Depois de se retirar para ir ao encontro dos egípcios em Elteque, Senaqueribe não retornaria para recomeçar o cerco, mas voltaria depressa para casa pelo caminho mais curto.
35. A base do livramento divino para Jerusalém não era o mérito daquela geração mas antes suas promessas feitas na aliança a Davi antigamente.
36. A suposição costumeira é que o Senhor usou um súbito irrompimento de peste bubônica transmitida por ratos para provocar essa mortandade. Heródoto registra uma tradição que fala de uma praga de ratos silvestres que roeram todas as cordas dos arcos dos assírios durante a campanha egípcia.

38. Este assassinato parece ter acontecido vinte anos mais tarde, em 681 A.C. A ortografia assíria desses nomes era Adamiki e Shar-usur (cujo crime está mencionado em inscrições de Esaradom e Assurbanipal). O nome do ídolo ainda não foi identificado nos registros assírios, anão ser que Nisroque seja uma variante de Nusku. (Schrader explica-o como particípio de saraku, significando "O Despenseiro" ou "O Benévolo". Este talvez fosse o título de alguma divindade muito conhecida.) A terra de Ararate era a Armênia central. A tradição armênia conta que esses parricidas viveram e instituíram influentes dinastias naquela terra.

Interpretação de Marcos 7






Marcos 7
B. Discussão da Injustificada Exaltação da Tradição. 7:1-23.
Interpretação de Marcos 7
Estes versículos registram o conflito entre Cristo e os fariseus sobre a questão básica da fonte da autoridade. A tradição possui autoridade divina? Ela é igual, ou superior, à Palavra de Deus escrita? Também está envolvida aqui a discussão da verdadeira natureza da imundície e purificação. O cenário desta parte parece que foi os arredores de Cafarnaum.
2. A explicação que Marcos faz dos costumes judeus é digna de nota, indicando como faz, de que o Evangelho foi escrito para uso dos gentios. Mãos impuras. Mãos cerimonialmente imundas. Repreendiam não se encontra nos melhores manuscritos. A sentença foi deixada incompleta e Marcos a interrompe para introduzir a explicação dos versículos 3, 4.
3. Os fariseus tinham tão grande influência que o lavar das mãos tornara-se, de um modo geral, prática de todos os judeus. O texto grego não apóia o uso da expressão muitas vezes. Em vez disso, ele diz com o punho, provavelmente se referindo ao ato de esfregar o punho de uma mão na palma da outra ao lavá-las.
A tradição dos anciãos era o corpo não-escrito de ordens e ensinamentos dos venerados rabis do passado, um conjunto de 613 regras com o fim de regular cada aspecto da vida.
6. Jesus não quis dizer que Isaías predisse especificamente as práticas dos judeus do primeiro século, mas que as palavras de Isaías relativas às pessoas do seu próprio tempo também se aplicavam aos judeus do tempo de Cristo. A citação é de Is. 29:13, seguindo a Septuaginta, com pequena alteração. O termo hipócritas é um epíteto bem escolhido, pois se referia originalmente a um ator que usava máscara e parecia ser o que realmente não era.
8. O ponto principal da citação de Isaías refere-se à substituição do mandamento de Deus pela tradição dos homens. Não foi uma declaração exagerada, pois os fariseus consideravam a tradição oral como superior em autoridade relativamente à lei escrita do V.T.
10. Em 7:9-13 esta exaltação da tradição recebe uma ilustração específica. A lei de Moisés foi citada no que se refere à honra devida aos pais. A primeira citação é de Dt. 5:16 e identifica-se com a Hebraica e a Septuaginta. A segunda, que é de Êx. 21:17, segue de perto o texto hebraico.
11. Como um contraste, Cristo cita a tradição rabínica que põe de lado o mandamento mosaico dado por Deus.
Corbã é a transliteração da palavra hebraica que significa oferta, conforme Marcos explica em benefício dos seus leitores gentios. A palavra foi usada referindo-se a algo dedicado a Deus por meio de um voto inviolável. Se um filho declarasse que a quantia necessária para o sustento de seus pais era Corbã, esse voto era inalterável, mesmo pondo de lado o mandamento mosaico.
13. A palavra de Deus foi colocada em agudo contraste com a tradição dos homens. Observe que Cristo considerava a lei mosaica dada por Deus. Invalidar é tornar inválido ou nulo. O tempo presente, fazeis, fala de uma prática habitual.
14. Nos versículos 14-16 o Senhor volta ao assunto da imundície e purificação, mas aqui ele fala não somente aos fariseus e escribas mas também à multidão reunida outra vez. Logo a seguir Cristo discute o assunto com os seus discípulos (7:17-23).
15. Nada há fora do homem – isto é, nada que é físico – pode torná-lo imundo moral ou espiritualmente. No caso em discussão (v. 2), o comer sem lavar as mãos não pode produzir impureza espiritual. Tal impureza é interna na origem. O homem fica impuro pelos pensamentos que se originam no coração e saem na forma de palavras e atos. Aqui Jesus explicou o significado espiritual das leis referentes ao que é puro e imundo (Lev. 11). Um dos motivos porque foram dadas foi ensinar exatamente esta verdade da impureza espiritual, mas esses líderes judeus jamais foram além da mera exterioridade.
19. O coração quando citado na Bíblia não é simplesmente a sede das emoções mas também um lugar de atividade mental e volitiva. Refere-se ao homem interior, não-físico.
O ventre refere-se à cavidade do corpo que contém o estômago e os intestinos. Depois que o processo digestivo se completa, o restante sai para lugar escuso, isto é, vai para o esgoto.
Puros todos os alimentos. A melhor explicação é que deveria estar ligado à ele disse (v. 18). Jesus, explicando em 7:18,19, declarou que todo o alimento é "puro". Ele pôs de lado a distinção levítica entre o puro e o imundo (cons. Atos 10:14, 15).
20-22. Estes versículos contêm a explicação de Jesus sobre o que significava o que sai do homem.
Os maus desígnios devem ser entendidos como sendo maquinações ou planos malignos, pensamentos deliberados. A palavra usada para lascívia tem significado mais forte de traição.
Dissolução é a imoralidade não controlada e não disfarçada. A palavra inveja, em alguma outra cultura que não a judia, poderia se referir à feitiçaria (mau olhado, em português). Entre os judeus, entretanto, é uma expressão para a inveja. Neste contexto, a loucura é mais moral do que intelectual.

C. Retirada para a Região de Tiro e Sidom. 7:24-30.
Neste pequeno trecho Marcos conta uma viagem mais ou menos longa de Cristo à região da Fenícia, onde aconteceu o incidente com a mulher siro-fenícia.
24. As terras de Tiro e de Sidom. Uma expressão idiomática para a região de Tiro e Sidom. Foi a única vez, até onde vai o registro, em que Jesus saiu da Palestina para visitar um território estritamente gentio. Seu propósito nessas viagens fora da Galileia não foi, em primeiro lugar, ministrar às multidões, mas instruir seus discípulos, razão porque queria que ninguém o soubesse.
26. Grega. É o mesmo que identificar a mulher como gentia. De nascimento era síria da região da Fenícia. Rogava-lhe. O uso que Marcos faz do imperfeito grego descreve um pedido contínuo da mulher.
27. Jesus usou o termo filhos representando os judeus. sua missão era em primeiro lugar junto aos judeus para que eles pudessem, por sua vez, cumprir a sua obrigação de serem uma bênção a todas as nações através da proclamação mundial do Evangelho. Cachorrinhos. Era um termo judeu comum usado para menosprezar os gentios. Entretanto, foi abrandado pelo uso do diminutivo, "cachorrinhos", ou "filhotes". Eram cachorrinhos de estimação, não os cães vadios das ruas.
28. A resposta destemida da mulher foi a resposta da fé.
Os cachorrinhos debaixo da mesa. Usando o terno diminutivo que Cristo usou em relação aos cães, ela descreve uma cena tocante dos cachorrinhos lambendo as migalhas que caíam das mãos das crianças. Tudo o que pedia era uma migalha das bênçãos que estava à disposição da parte dos judeus.
29. Jesus reconheceu nessa palavra da mulher a existência de uma fé genuína (cons. Mt. 15:28). Enquanto Ele falava, o demônio saiu (gr. perfeito) de sua fúria. O aspecto diferente deste milagre foi que realizou-se à distância, sem qualquer ordem vocal de Cristo.

D. Retirada para Decápolis. 7:31 – 8:9.
A volta da região de Tiro e Sidom não levou Cristo de volta à Galileia; em vez disso, o caminho que tomou contornava a praia ocidental do lago, levando-o à Decápolis. Ali Jesus curou o surdo que tinha um impedimento da fala (7:31-37), e alimentou a multidão de 4.000.
31. Neste ponto Marcos é o mais explícito dos escritores do Evangelho. Ele nos conta que Jesus deixou a região de Tiro e passou por Sidom (os melhores manuscritos gregos) aproximadamente vinte e cinco milhas ao norte, penetrando pelo território gentio adentro. Depois, voltando para o sul, ele passou pela praia ocidental do Mar da Galileia na região de Decápolis (veja comentários sobre 5:20).
32. A extensão do impedimento de fala é discutível. Mogilalon pode ser usado falando-se de alguém que é completamente mudo, mas seu significado literal é falando com dificuldade. A declaração de 7:35 que ele falou perfeitamente parece indicar que, antes, não era capaz de falar claramente. Entretanto, a exclamação do povo em 7:37 foi que ele faz os mudos (gr.) falarem.
33. Que o Senhor não tinha necessidade de tocar uma pessoa para curá-la já foi demonstrado anteriormente (cons. 2:3-12; 3:5; 7:29, 30). Aqui Jesus pôs-lhe os dedos nos ouvidos para mostrar o que Ele ia fazer e assim ajudá-lo a crer. Dois outros fatos simbólicos se seguiram.
Tocou a língua com saliva. O texto não diz que Ele tivesse aplicado a saliva à língua.
34. Suspirou. A palavra pode se referir a um gemido. Talvez fosse uma expressão de simpatia ou desespero por causa do sofrimento da humanidade. Efatá. Uma palavra aramaica que Marcos traduz para os seus gentios.
35. O empecilho da língua. O laço (gr.) que prendia a sua língua foi desamarrado. Desembaraçadamente. Começou a falar correta ou perfeitamente.
36. Cristo ainda precisava evitar excessiva publicidade (cons. 5:43). Entretanto, o povo não podia ser aquietado. Continuaram proclamando o milagre tanto mais.

37. Sobremaneira. A admiração do povo excedia todas as medidas. Marcos usa uma palavra muito vigorosa aqui (hyper-perissôs).

Interpretação de Marcos 13





Marcos 13
C. O Apocalipse do Jardim das Oliveiras. 13:1-37.
Interpretação de Marcos 13
O discurso pronunciado no Jardim das Oliveiras aconteceu na terça-feira depois que se acabaram as controvérsias com os líderes judeus nos átrios do templo. Pode ser dividido da seguinte forma: as perguntas dos discípulos (13:1-4); as condições características da presente dispensação (13: 5-13); a crise que viria (13:14-23); o segundo advento de Cristo (13:24-27); instruções referentes à necessidade de se vigiar (13:28-37).
1.     À luz da descrição que Josefo fez do Templo, não nos surpreende que um dos discípulos exclamasse referindo-se às pedras e aos edifícios.
Josefo descreve pedras dizendo que tinham trinta e sete pés, por doze, por dezoito. Explica ainda mais, dizendo que a ". . . fachada era toda de pedra polida, de maneira que a sua aparência, para os que não a tinham visto, era incrível, e para os que já a tinham visto, era grandemente assombrosa" (Antig. XV xi. 3-5).
2. Jesus usou a forte construção negativa dupla dos gregos (ou ) duas vezes neste versículo a fim de negar que ficaria pedra sobre pedra. Era positivamente certo que o Templo seria completamente destruído, um fato confirmado pela história quando em 70. A. D. O Templo e a cidade foram deixados em ruínas, sob o comando de Tito.
4. Essas coisas. Uma referência óbvia à predição declarada em 13:2. Temos motivos para crer, entretanto, que os discípulos também tinham em mente a seqüência dos acontecimentos do fim dos tempos. Sua segunda pergunta amplificou a primeira em que pediram um sinal que indicasse que o cumprimento estava para acontecer (mellê). Em Mateus ficamos sabendo que os discípulos também perguntaram com referência ao sinal da vinda de Cristo e sobre o final da dispensação (24:3).
5. Jesus começou a sua resposta descrevendo as condições características da presente dispensação (vs. 5-13). A primeira é a presença dos enganadores, contra os quais os discípulos deviam estar atentos constantemente (gr., pres. imp.).
6. Em meu nome. Essas palavras referem-se à vinda de falsos messias, que reivindicarão a posição e a autoridade que só pertencem a Cristo. A predição foi cumprida em muitas ocasiões. Talvez a personalidade mais destacada fazendo tal reivindicação fosse Bar Cochba (132 A. D.).
8. Guerras são características de toda a dispensação, como também terremotos. . . fomes. A palavra dificuldades não se encontra nos melhores manuscritos gregos. Todas essas condições são descritas como sendo o princípio das dores. Assim, destacam-se do fim propriamente dito (v. 7). A palavra dores são realmente dores de pano, um termo que os judeus usavam para descrever as aflições e as desgraças que introduzirão a vinda do Messias.
9. O discípulo recebe a ordem de prestar atenção, isto é, de estar constantemente alerta (gr., pres. imper.). Tribunais. Literalmente sinédrios. As prisões e os espancamentos preditos aqui começaram a se cumprir no livro de Atos (cons. 4:5 e segs.; 5:27 e segs.), como também as apresentações a presença de governadores e reis (cons. 12:1 e segs. 24:1 e segs.; 25:1 e segs.). Essas apresentações seriam para lhes servir de testemunho (autois), não contra eles. Examine o testemunho de Paulo diante de Félix (Atos 24:24,25) e Agripa (Atos 26).
10. Outro aspecto da dispensação é a pregação do evangelho pelo mundo inteiro. O fim (v. 7) não pode vir até que a tarefa evangelística seja primeiro completada. Mateus 24:14 conclui com a declaração então virá o fim, referindo-se ao final da dispensação.
13. No meio de todos esses distúrbios do declínio moral e das perseguições, a perseverança torna-se o distintivo da genuinidade espiritual. O fim. Considerando que as condições descritas em 13:5-13 têm a duração de uma dispensação, "o fim" não se refere aqui ao fim da dispensação, mas antes à duração da vida ou da provação.
Será salvo. Neste contexto não se pode pensar em libertação física. A promessa é que aquele que perseverar será salvo espiritualmente. A perseverança, entretanto, não é a base da salvação. Apegando-se aos ensinamentos gerais do N. T. a perseverança deve ser encarada como o resultado do novo nascimento (cons. Rm. 8:29-39; I Jo. 2:19). Uma pessoa regenerada, que persevera por causa disso, é mais do que certo que experimentará a consumação da experiência da salvação.
14. Tendo descartado alguns dos aspectos salientes desta dispensação, Cristo prosseguiu descrevendo a crise iminente (vs. 14-23).
O abominável da desolação é uma expressão extraída textualmente de Dn. 12:11 (Septuaginta). Também se encontra com pequenas variações em Dn. 9:27 e 11:31. Entre os judeus o termo abominável era usado para descrever a idolatria ou o sacrilégio (cons. Ez. 8:9, 10, 15, 16). Parece, entretanto, que tanto Daniel como Cristo estavam falando de uma consternadora profanação do Templo. O primeiro cumprimento do uso profético que Daniel fez do termo, dizem alguns escritores, foi a construção de um altar para Zeus sobre o altar dos sacrifícios segundo as ordens de Antíoco Epifânio, em 168 A.C. (I Mac. 1:54, 59). O uso que Cristo fez das palavras tinha referência imediata à profanação do Templo pelos romanos (70 A. D.). Deve-se lembrar que os discípulos perguntaram relativamente à destruição do Templo (Mc, 13:2,4). Além disso, as instruções dadas em 13:14b-18 parecem se encaixar melhor nessa ocasião. Entretanto, a íntima relação dessas condições com o segundo advento de Cristo (vs. 24-27) exige uma aplicação adicional ao fim dos tempos. As condições dos dias de Antíoco Epifânio e quando os romanos destruíram o Templo serviram de figura dos dias do anticristo, imediatamente antes da volta de Cristo (cons. II Ts. 2:3, 4; Ap. 13:14, 15).
Situada onde não deve estar. No lugar santo (Mt. 24:15). A aparição da consternadora profanação seria um sinal para os habitantes da Judéia fugirem para os montes a fim de escapar ao sítio iminente. A referência específica dessa ordem, e também das que foram dadas nos versículos 15-18, foi à iminente destruição de Jerusalém (70 A.D.).
15, 16. A necessidade da pressa seria tão urgente que não haveria tempo para tirar causa alguma para a fuga.
17, 18. Seria uma ocasião muito difícil para as mulheres grávidas e para aquelas que tivessem crianças pequenas. Uma fuga no inverno aumentaria as dificuldades de uma situação já bastante difícil.
19. Essa descrição resumida das tribulações de aqueles dias certamente se aplicavam aos horrores de 70 A.D., quando comparadas com Wars of the Jews de Josefo (Prefácio, 4; V, VI). Entretanto, há motivos para se crer que Cristo olhava para além do período romano, para a grande tribulação final que precederá a sua segunda vinda. Isto foi sugerido pelas palavras nunca jamais haverá, que são a tradução de uma vigorosa negativa grega (ou )). 20. Não se pode limitar este versículo à situação de 70 A.D. Nenhuma das explicações sugeridas com base sobre tal limitação satisfaz. Temos elementos aqui que vão além daquele período e se associam mais corretamente com o fim dos tempos. A referência aos escolhidos parece apontar para os salvos durante os dias da Grande Tribulação exatamente antes da volta de Cristo. Por amor deles Deus tem abreviado aqueles dias do período da terrível aflição.
22. Tão atrevidos serão esses enganadores que tentarão desviar os próprios eleitos. Entretanto, a cláusula, se possível, mostra que é inconcebível que tenham sucesso. Para identificação dos eleitos, veja Lc. 18:7; Rm. 8:33; Cl. 3:12; I Pe. 1:2.
24, 25. A profecia agora prossegue para o Segundo Advento (vs. 24-27). Cristo colocou este grande acontecimento especificamente naqueles dias, após a referida tribulação, obviamente se referindo ao tempo descrito em 13:14-23. Isto exige uma de duas explicações. Ou Cristo viria logo depois de 70 A.D, ou as aflições dos versículos 14-23 têm uma dupla referência, tanto à destruição de Jerusalém por Tito como à Grande Tribulação no fim dos tempos. Considerando que a primeira explicação é impossível, a última interpretação torna-se a chave para se compreender o capítulo como um tudo. A linguagem usada para descrever os abalos nos céus foi em grande parte extraída do V.T. (cons. Is. 13:10; 34:4; Joel 2:10, 30, 31). Ainda que seja melhor fugir aqui a um literalismo extremo, não temos motivos para não entendermos estas expressões como se referindo às alterações celestiais reais que precederão imediatamente a vinda de Cristo. De modo nenhum torna-se estranho que um acontecimento tão momentoso seja introduzido dessa maneira.
26. Esta é a volta pessoal e corporal de Cristo à terra com grande poder e glória, que foi descrita em passagens tais como essas Atos 1:11; II Ts. 1:7-10; 2:8; Ap. 1:7; 19:11-16. "Com o céu obscurecido servindo de cenário, o Filho do Homem se revela no Shequiná da glória de Deus." (G. R. Beasley-Murray, A Commentary on Mark Thirteen, pág. 89). A linguagem que foi usada aqui foi extraída de Dn. 7:13. Verão. Sua vinda será visível a todos os homens.
27. Neste ponto acontecerá a ressurreição dos justos mortos e a transformação dos santos vivos (cons. I Co. 15:51-53; I Ts. 4:13-18). Então ele reunirá os seus escolhidos, os redimidos de todas as dispensações, presente e passadas. Quanto à palavra escolhidos, veja 13:22. A palavra episynaxei, ajuntará, é a forma verbal do substantivo episynagôgê, "ajuntamento", em II Ts. 2:1 (reunião). Ajuntar-se-ão com o Senhor descendo, vindos de todas as partes da terra (dos quatro ventos), até mesmo dos recantos mais remotos (da extremidade da terra até à extremidade do céu).
28, 29. Tendo terminado a descrição dos acontecimentos futuros, o Senhor voltou a discutir a necessidade de se vigiar (vs. 28-37). Não há nenhuma indicação de que Israel esteja aqui simbolizada pela figueira. Em vez disso, a parábola é apenas uma demonstração da verdade que os acontecimentos futuros lançam suas sombras diante deles. Quando essas coisas começarem a acontecer, saberemos que a consumação está muito próxima. As cousas às quais Cristo se refere são os acontecimentos descritos nos versículos 14-25.
30. A explicação mais natural da expressão, esta geração, é que ela se refere à geração viva quando Cristo estava falando. Durante a vida dela todas essas coisas aconteceriam no que se refere à destruição de Jerusalém em 70 A.D. Esse acontecimento foi empregado por Cristo como um quadro preliminar prefigurado, em todas as suas características essenciais, o fim desta dispensação (cons. Mc. 9:1).
32. A hora e o dia exatos da volta de Cristo não podem ser discernidos pelo homem. Na verdade, o momento só é conhecido por Deus Pai. A declaração de que o Filho não sabe o momento da consumação deve ser entendida à luz da sua auto-limitação durante os dias de sua humilhação (cons. Fl. 2:5-8). Ele assumiu uma posição de completa sujeição ao Pai, exercendo seus atributos divinos apenas quando o Pai mandava (cons. Jo. 8:26, 28, 29).
33. Estai de sobreaviso. Este presente imperativo exige constante estado de alerta. O mesmo acontece com o verbo vigiai, que significa manter-se acordado (Arndt págs. 13, 14). Tal prontidão é necessária por que não sabemos quando esses acontecimentos do fim dos tempos podem se desencadear sobre nós.
35. O discípulo deve vigiar continuamente (gr. pres.). Este verbo, como também aquele do versículo 33, significa estar ou manter-se acordado. Exige prontidão constante contra o sono ou a modorra (Arndt, pág, 166; cons. v. 36), se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã. São as quatro vigílias da noite de acordo com a computação romana.

36. Tal prontidão é necessária para que o Senhor não chegue quando nós não o estivermos esperando. Isto é o que ele quer dizer com não vos ache dormindo. Para a pessoa que não estiver alerta, a vinda de Cristo será súbita. Aquele que estiver alerta verá os sinais da volta do Senhor (vs. 28, 29) e não será tomado de surpresa.

Interpretação de Mateus 11






Mateus 11
Interpretação de Mateus 11
7) A Resposta de Cristo a João, e Discurso Relacionado. 11:1-30. Aqui Jesus responde a incisiva pergunta de João, presta uma homenagem pública ao seu precursor que se encontra prisioneiro, e castiga as cidades que O rejeitaram.
2. Sobre o aprisionamento de João feito por Herodes em Maquerus, a leste do Mar Morto (Josefo Antig. xviii. 5.2.), veja 4:12; 14:1-12. Mandou por seus discípulos. Homens que permaneceram leais a João, e a esta altura não viam motivos para abandoná-lo.
3. És tu aquele que estava para vir? Um designativo comum para o Messias (Mc. 11:9; Lc. 13:35). À vista dos pronunciamentos anteriores de João e diante da revelação sobrenatural (Jo. 1:29-34), acusá-lo de dúvidas relativas à messianidade de Jesus parece muitíssimo injusto. Antes, considerando que o caráter do ministério de Jesus parecia carecer do aspecto de justiça que João tinha predito (Mt. 3:10-12), ele deve ter ficado a imaginar se não haveria necessidade de aparecer uma adicional figura messiânica, semelhante a Elias (cf. Ml. 4:5 ; Jo. 1:19-21).
4,5. A delicada resposta de Jesus chamou a atenção para as suas obras, as quais João reconheceria como credenciais messiânicas (Is. 29:18, 19; 35:5, 6; 61:1).
Os mortos são ressuscitados. Lucas descreve um desses milagres exatamente antes desta entrevista (Lc. 7:11-17).
6. Aquele que não achar em mim motivo de tropeço. Este estímulo encorajador à fé de João fê-lo lembrar e a todos os crentes que o reconhecimento de Jesus como Messias é a característica do homem espiritualmente bem-aventurado (Jo. 20:31).
7-19. Homenagem prestada a João.
7. Um caniço agitado pelo vento. Uma pessoa inconstante. A intenção óbvia de Cristo era negar que João fosse assim e por isso ninguém devia conferir falta de fé à pergunta apresentada por João.
8. Que se vestem com roupas finas. Embora um guarda-roupa suntuoso fosse esperado em um emissário político, as bem conhecidas vestes proféticas de João (3:4) indicavam a sua missão espiritual.
9,10. Muito mais que profeta. Além de ser o último porta-voz inspirado do V.T., era também o precursor previsto para o Messias (Ml. 3:1), especialmente escolhido para apresentar o Messias a Israel.
11. Conseqüentemente nenhum ser humano é maior do que João. Aqui Jesus destrói qualquer suspeita de desentendimento entre ele e João.
Mas o menor no reino dos céus é maior do que ele. Nesta declaração parece que João fica de fora do reino. Por isso o reino dos céus deve ser encarado como o reino messiânico anunciado por ambos, João e Jesus (3:2; 4:17). João, cujo ministério era o da preparação, estava agora prisioneiro e logo morreria. Mas aqueles que atenderam à proclamação e estavam agora dentro do círculo dos seguidores de Jesus constituíram o núcleo do Seu reino. Receberam novas verdades e privilégios, e depois da rejeição nacional de Jesus, seriam batizados em um novo corpo espiritual, a Igreja (uma parte do reino messiânico, Cl. 1:13; Ap. 20:6). João era o amigo do Esposo, mas os discípulos eram a Esposa (Jo. 3:29). Quando Jesus proferiu essas palavras (antes do Pentecostes, Atos 2), reino dos céus foi o termo mais inteligível que poderia ter usado.
12. O reino dos céus é tomado com esforço. Este verbo deve ser considerado intermediário – força o seu caminho com esforço (conf. Lc. 16:16), ou passivo – se esforça para entrar nele. A última forma é mais consistente com a cláusula seguinte. Da proclamação inicial de João sobre a vinda do Reino, a reação foi violenta, quer dos oponentes desconfiados (cof. vs. 18, 19; 14:3, 4), quer dos entusiásticos partidários.
Os que se esforçam se apoderam dele. Compare Lc. 16:16. Entre os mais destacados partidários de Cristo estavam os publicamos, as prostitutas e os pecadores declarados, que acorriam para nosso Senhor em grandes grupos.
13-15. João foi o último profeta da dispensação do V.T. que profetizou a vinda do Messias. Incluída entre essas profecias do V.T. estava a vinda de Elias, para anunciar o grande Dia do Senhor (Ml. 4:5). Embora o próprio João negasse que era o Messias ressuscitado (Jo. 1:21), Jesus declara que se os judeus O recebessem totalmente e ao Seu Reino, João teria cumprido a profecia do V.T. (Mt. 17:10-13; conf. Lc. 1:17). Considerando que isso não ocorreu, João não cumpriu tudo o que estava predito sobre Elias; e por isso o cumprimento completo ainda está no futuro. Esta passagem demonstra claramente a natureza condicional que o reino oferece.
16-19. Contrastando notavelmente com esta brilhante avaliação da pessoa de João havia o prevalecente sentimento das multidões para com João e Jesus.
Esta geração. Os contemporâneos de João e Jesus (v. 12). Semelhante a meninos. Esta despretensiosa parábola descreve uma cena que se passa na via pública, onde um grupo de crianças impertinentes não sabe do que vão brincar (conf. Lc. 7:31-35). Sugestões para brincarem de casamento (tocamos, dançastes) e enterro (lamentações, pranteastes) não foram bem recebidas; então não brincaram de nada. Semelhantemente, o ministério ascético de João mereceu-lhe o epíteto de que era endemoninhado.
Tem demônio. Mas o hábito de Jesus estar em contato com os pecadores, participando dos seus costumes sociais, provocaram declarações maldosas e mentirosas de que ele era glutão e bebedor de vinho, tão mau quanto seus companheiros. Entretanto, a sabedoria das atitudes de ambos foi provada (justificada) pelos resultados.
20-24. Censura às cidades. Onde se operara numerosos milagres. Os Evangelhos não registram nenhum milagre ocorrido em Corazim ou Betsaida (não Betsaida Julias). Provavelmente essas duas vilas ficavam tão perto de Cafarnaum, que era maior, que muitos dos milagres realizados em Cafarnaum foram presenciados pelos habitantes das três comunidades.
Tiro e Sidom. Notáveis cidades costeiras da Fenícia, objeto do juízo divino através de Nabucodonosor e Alexandre (conf. Ez. 26-28).
Com pano de saco e cinza. (conf. Jn. 3:5-8). O costumeiro modo oriental de demonstrar pesar. Tivessem elas a oportunidade dessas cidades judias, disse Jesus, teriam permanecido até hoje. Por que tal oportunidade não lhes foi concedida deve ser deixado com os propósitos soberanos de Deus, que enviou Cristo primeiramente à casa de Israel. Entretanto, os privilégios espirituais maiores concedidos a Corazim e Betsaida tornaram sua incredulidade mais culposa. Quanto a Cafarnaum, a qual, sendo o lar de Jesus, teve a maior de todas as oportunidades, apresentou-se a pergunta retórica,
E tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura até ao céu, que implica na resposta negativa, Descerás até ao inferno. O estado de seus habitantes no dia do juízo será pior que o de Sodoma, a cidade proverbialmente má.
25-30. Jesus conduziu o discurso com uma explicação sobre a incredulidade dos homens, e um apelo bondoso.
25. Exclamou Jesus. Os versículos seguintes são uma resposta aos problemas levantados pela discussão anterior.
Graças te dou, ó Pai. O verbo exoplologoumai descreve uma confissão ou pleno reconhecimento, unido ao louvor. Sábios e entendidos. A compreensão espiritual de Cristo e seu reino não se alcança por meio do intelecto ou senso comum. Pequeninos. Aqueles que, em resposta à mensagem de Cristo, reconhecem sua incapacidade espiritual e são capazes de aceitarem seus ensinamentos (18:3). A glória do Evangelho consiste em que tanto as pessoas cultas como as ignorantes podem se transformar em criancinhas.
26. A explicação final da reação humana, entretanto, jaz na aprovação de Deus (conf. Ef. 1:5; Fl. 2:13).
27. Tudo me foi entregue por meu Pai. Jesus proclama uma autoridade que o distingue de todas as outras pessoas (conf. Mt. 28:18; Jo. 13:3). Aqui, aquela autoridade foi apresentada envolvendo a revelação de Deus aos homens.
Ninguém conhece o Pai, senão o Filho. O mútuo conhecimento do Pai e do Filho é perfeito, mas limita-se aos dois a não ser que a humanidade receba revelação. Aquele a quem o Filho o quiser revelar. O Filho, na qualidade de imagem de Deus, é o revelador do Deus invisível (Cl. 1:15); ele é o Logos, a expressão do Deus invisível (Jo. 1:1, 18). Daí, Mateus concorda com os pensamentos mais freqüentemente expressos por João e Paulo. Isso prova que os escritores bíblicos tinham essencialmente uma só mente em relação à verdade que o homem depende da graça de Deus em Cristo para todo conhecimento espiritual.
28. Vinde a mim. À vista da autoridade investida em Cristo (v. 27), este convite vibra cheio de oportunidade. Todos os que estais cansados. Homens cujos esforços fatigantes para alcançarem descanso espiritual não aliviaram o fardo das obrigações criadas pelo homem (23:4).

29, 30. Tomai sobre vós o meu jugo. Uma metáfora judia relacionada com disciplina e discipulado. "Ponha seu pescoço sob o jugo, e deixe a sua alma ser instruída" (Sir 51:26). Só Cristo é o Professor que através de sua pessoa e obra pode instruir os homens em relação ao Pai, e dar-lhes o descanso para as almas que é a própria essência da verdadeira experiência espiritual, um descanso envolvendo remoção da culpa do pecado e a posse da vida eterna. Meu fardo é leve. As obrigações envolvidas no Evangelho são benditas, e com o jugo vem também a força para levá-las a cabo.

Interpretação de Mateus 12





Mateus 12
8) A oposição dos fariseus. 12:1-50.
Mateus registra urna série de incidentes demonstrando a natureza da hostilidade farisaica.
1-8. Os fariseus se opõem à colheita de espigas no sábado.
1. Ao caminhar pelas searas, os discípulos exerceram seu privilégio legal de colher e comer as espigas (Dt. 23:25).
2. Para os fariseus, que deviam estar passeando pelos mesmos campos, o ato pareceu ilícito porque envolvia a quebra do sábado. Rabinicamente interpretado, colher espigas era trabalho (Êx. 20:10).
3,4. A primeira réplica de Cristo cita Davi e os pães da proposição (I Sm. 21:1-6). Embora a Lei divina restringisse os pães da proposição aos sacerdotes (Lv. 24:9), a extrema necessidade humana invalidava este regulamento, e os rabis o compreendiam assim.
5,6. Uma segunda ilustração mostra que a lei do descanso sabático não era absoluta, pois dos sacerdotes se exigia pela própria lei que trabalhassem no sábado (Nm. 28:9,10). O argumento é, se os sacerdotes não são culpados ao trabalhar no sábado para promoção da adoração no templo, quanto menos culpa têm os discípulos em usar o sábado para a obra de Cristo, que é a realidade para a qual o Templo apontava.
7. O terceiro argumento de Cristo aponta a má interpretação farisaica de Os. 6:6. Misericórdia quero e não holocausto (conf. Mt. 9:13). Deus deseja corações preparados muito mais do que as exterioridades que se transformaram em meras formalidades. Uma compreensão espiritual de Cristo e dos discípulos da parte dos fariseus teria evitado que julgassem os inocentes.
8. É Senhor do sábado. Considerando que Jesus, como Filho do Homem, é o Senhor do sábado, os discípulos que usaram o sábado ao segui-lo, faziam-no de maneira apropriada.
9-21. Os fariseus se opõem à cura no sábado. (Conf. Mc. 3:1-6; Lc. 6:6-11)
9. Sinagoga deles. Lucas conta que isto ocorreu em um outro sábado.
10,11. É lícito curar nos sábados? O V.T, não fez nenhuma proibição, mas alguns rabis achavam que era trabalho. Jesus, entretanto, apontando para o que qualquer indivíduo teria feito em favor de uma infeliz ovelha, esclareceu a sua própria obrigação.
12. Considerando que o homem é incomparavelmente mais valioso do que uma ovelha, Ele tinha de vir ao seu socorro. Deixar de fazer o bem quando está ao alcance é o mesmo que fazer o mal (veja Mc. e Lc.).
13, 14. O milagre apenas enfureceu os fariseus, que imediatamente conspiraram (com os herodianos, Mc. 3:6) em como lhe tirariam a vida. Assim, na Galiléia, como acontecera há pouco em Jerusalém (Jo. 5:18), o ódio assassino começou a tomar forma definida. Homens que achavam que curar no sábado era violação da lei não sentiam escrúpulos em conspirar um homicídio.
15. Afastou-se dali. O conhecimento da conspiração apressou Jesus a evitar o conflito aberto nessa ocasião, pois a sua hora ainda não era chegada. Assim Ele transferiu seu ministério para outros setores (Mc. 3:7), e curou ele a todos.
16. Entretanto, ele advertia aqueles que curava (especialmente os endemoninhados, Mc. 3:11, 12) a não usarem os milagres para proclamá-lo o Messias, excitar conseqüentemente as multidões e a oposição.
17-21. Para se cumprir. Este ministério manso e não provocativo de Jesus está descrito por Mateus para ser consistente com a profecia messiânica (Is. 42:1-4). Pois assim como Jesus enfatizou os aspectos justiceiros e espirituais do seu Reino, também não se empenhou em arengas públicas, nem em demagogia política. Também não espezinhou os fracos com intuitos de alcançar seus desígnios. Torcida que fumega. O pavio de um candeeiro cujo combustível se acabou, símbolo daqueles que são fracos.
22-37. Os fariseu se opõem a que Cristo expulse demônios.
22. Um endemoninhado. A possessão demoníaca produziu dois efeitos colaterais – cegueira e mudês. A cura removeu todas as três aflições.
23. É este, porventura, o Filho de Davi? A resposta negativa implícita na pergunta revela que mesmo tendo o milagre levantado a possibilidade de sua messianidade (Filho de Davi, conf. 1:20; 9:27), o povo tinha a predisposição de não crer.
24. A perversa acusação de que o poder que Cristo possuía sobre os demônios derivava de uma ligação com Belzebu (veja comentário em 10:25) era do conhecimento pleno de Jesus e foi publicamente refutada de maneira inatacável.
25,26. A simples analogia de um reino dividido, cidade ou casa, que tende à autodestruição, refuta a acusação. Pois, expulsando demônios, Jesus estava certamente frustrando as obras de Satanás, e devemos creditar a Satanás uma porção razoável de esperteza. (Nem se deve aceitar que Satanás pudesse permitir uma expulsão para confundir, pois não foi um caso isolado.)
27. Por quem os expulsam vossos filhos? Considerando que alguns dos companheiros desses fariseus (compare a expressão do V.T., "filhos dos profetas") diziam possuir o poder de exorcizar, era ilógico atribuir efeitos semelhantes a causas diferentes. Se os judeus realizavam exorcismos válidos não importa à argumentação (ad hominem). O fato dos fariseus asseverarem-no torna o argumento eficiente. Se, entretanto, Jesus insinua que pelo menos alguns dos exorcismos dos fariseus eram genuínos, é preciso aceitar que o poder deles vinha de Deus (caso contrário, o argumento de Cristo ficava grandemente enfraquecido).
28,29. O argumento final de Cristo chama a atenção para o seu próprio ministério, particularmente para a expulsão dos demônios, que era evidência suficiente de que era chegado o reino de Deus. A descrição do ministério de Cristo como a entrada na casa do valente (o domínio de Satanás) para roubar-lhe os bens (o poder de Cristo sobre os demônios), fornece prova clara de que o homem valente (Satanás) primeiro foi manietado. A vitória de Jesus sobre Satanás na tentação (4:1-11) demonstrou a superioridade do Senhor.
30. Quem não é por mim é contra mim. No conflito com Satanás, a neutralidade é impossível.
31,32. Todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens. O princípio geral. A expiação feita por Cristo no Calvário seria suficiente para remir a culpa de todos os pecados, até as formas mais graves de injúria contra Deus (blasfêmia). Um pecado, entretanto, foi declarado imperdoável: se alguém falar contra o Espírito Santo. À vista do princípio que Jesus apresentou antes, esta imperdoabilidade não pode ser devida à impropriedade da expiação, nem podemos supor qualquer santidade peculiar da Terceira Pessoa da Trindade. Muitos explicam este pecado como sendo a atribuição da miraculosa obra do Espírito ao poder de Satanás (conf. Mc. 3:29, 30), e não vêem possibilidade de ser hoje cometido (Chafer, Broadus, Gaebelein). Outros, entretanto, consideram a acusação dos fariseus um sintoma, e não o pecado em si. Os versículos seguintes apontam o coração corrupto como a causa do pecado.
A função particular do Espírito é a de convencer e causar arrependimento, tornando o homem receptivo ao apelo de Cristo. Assim, os corações que odeiam a Deus e blasfemam contra Cristo (I Tm. 1:13) ainda podem ser convencidos e levados ao arrependimento pelo Espírito. Mas aquele que rejeita toda aproximação do Espírito afasta-se da única força que o pode levar ao perdão (Jo. 3:36). Que tal estado decaído pode ser experimentado nesta vida está claramente implícito nesta passagem. O V.T, descreve-os dizendo que pecam "atrevidamente" (Nm. 15:30): para tais não existe expiação. Os homens não podem ler os corações e portanto não podem julgar quando os outros chegaram a esse estado. A verdadeira possibilidade desse pecado não enfraquece o apelo do evangelho. "Todo aquele que quiser", pois pela sua própria natureza tal vontade não tem a inclinação de aceitar. Quanto aos fariseus que ouviam Jesus, não se declarou se cometeram ou não este pecado em sua totalidade. Sua considerável instrução tornou grande a sua responsabilidade; sua hostilidade anterior provou sua incredulidade determinada.
33-35. Fazei a árvore boa. Uma passagem semelhante a 7:16-20, onde as palavras dos homens são consideradas como indicação do estado do coração humano.
36,37. No dia do juízo o Senhor examinará a vida de todos os homens de ponta a ponta, até mesmo toda palavra frívola (não necessariamente má) que tenha brotado do seu coração. Só o divino Juiz é capaz de registrar, avaliar e dar um veredito sobre tais assuntos.
38-45. Os fariseus e os escribas exigem um sinal.
38. Queremos ver de tua parte algum sinal. Ignoraram os milagres anteriores. Queriam algum feito sensacional que estivesse de acordo com a idéia que tinham do Messias (conf. Mt. 16:1), um sinal que não exigisse fé, só vista.
39. Uma geração má e adúltera. Uma descrição da nação espiritualmente infiel nos seus votos feitos a Jeová (conf. Jr. 3:14,20). Para tal nação, o grande sinal da Ressurreição foi aqui profetizado (e até já fora sugerido antes, Jo. 2:19-21).
40. A experiência de Jonas, que foi libertado do ventre do monstro marinho, era um tipo do futuro sepultamento e ressurreição de Jesus depois de três dias e três noites no coração da terra. Aqueles que se apegam à tradicional crucificação na sexta-feira explicam o tempo aqui idiomaticamente, como partes de dias (sexta-feira, sábado e domingo). Aqueles que se apegam à crucificação na quinta-feira explicam a referência literalmente, contando setenta e duas horas, do pôr-do-sol de quinta-feira ao pôr-do-sol de sábado (por exemplo: W.G. Scroggie, Guide to the Gospels, pág. 569-577).
41. Os ninivitas, tendo recebido Jonas e a sua mensagem depois de seu milagroso salvamento, se arrependeram. Por isso, sua atitude coloca Israel em situação muito pior, pois como nação permaneceu sem arrependimento, tanto antes como depois da Ressurreição, mesmo quando estava ali quem é maior do que Jonas (maior do que).
42. Do mesmo modo o interesse da rainha de Sabá (I Reis 10:1-13) pela sabedoria de Salomão (divinamente concedido) colocará em triste contraste, no juízo, a incredulidade do atual judaísmo.
43-45. Uma parábola notável sugerida, naturalmente pela ocasião (12:22 e segs.), descreve a situação precária de Israel (e dos fariseus). O demônio expulso, não encontrando descanso nos lugares áridos (indicado em outro lugar como habitação dos demônios: Is. 13:21; Baruque 4:35; Ap. 18:2) retorna à sua antiga habitação, que agora está mais atraente (varrida e ornamentada), mas vazia. Torna a entrar com outros sete espíritos, e o resultado é uma degeneração ainda pior.
Assim também acontecerá. Israel (nacional e individualmente) foi moralmente purificada pelos ministérios de João e Jesus. Desde o Exílio, as perversidades da idolatria declarada foram removidas. Mesmo assim, em alguns casos, a reforma que tinha a intenção de ser preparatória interrompeu-se. A casa de Israel estava ''vazia". Cristo não foi convidado a ocupá-la. Por isso esta geração perversa alcançará um estado ainda pior. Alguns anos mais tarde esses mesmos judeus enfrentaram os horrores de 66-70 A.D. No tempo do fim, os membros dessa raça (genea) serão especialmente vitimados por demônios (Ap. 9:1-11).
46-50. A mãe e os irmãos de Cristo.
46,47. Sua mãe e seus irmãos. Esses irmãos são presumivelmente os filhos de José e Maria, nascidos depois de Jesus. Procurando falar-lhe indica que foi feito um esforço, mas a multidão era grande demais (Lc. 8:19). Os motivos de sua preocupação estão óbvios. Anteriormente, a pregação de Jesus em Nazaré forçara a família a mudar-se para Cafarnaum (4:13; Lc. 4:16-31; Jo. 2:12). Agora provocara a oposição aberta e blasfema dos fariseus. Além disso, amigos file contaram que a tensão do seu ministério afetara-file a saúde (Mc. 3:21). O versículo 47 acrescenta alguma informação nova, e muitos manuscritos o omitem.
48. Quem é minha mãe? Com esta pergunta que intriga, Jesus deixa a multidão admirada e a prepara para ouvir uma preciosa verdade.

50. Qualquer que fizer a vontade de meu Pai. Este "fazer" não é alguma forma de justiça pelas obras, mas a reação do homem ao apelo de Cristo. "A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou" (Jo. 6:29). O relacionamento espiritual entre Cristo e os crentes é mais íntimo que o mais íntimo laço de sangue. Essas palavras não foram um desrespeito à Maria, nem a seus irmãos, pois em ocasião posterior nós os encontramos participantes desse. relacionamento espiritual (Atos 1:14). Como também não há aqui nenhuma sugestão de que a mãe de Jesus tivesse um acesso especial à sua presença.

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